Feira do Livro de Lisboa abre portas para a grande festa do livro

Hoje é dia "L", de Livro. Sim, com maiúscula. E assim será sempre que quisermos. Mas, pelo menos, até dia 16 de junho, não estaremos sós a celebrar o livro e a leitura.

Feira do Livro de Lisboa abre portas para a grande festa do livro
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A Feira do Livro de Lisboa abre hoje portas, no Parque Eduardo VII, e com 85000 títulos para todos os gostos. Como referiu Pedro Sobral, presidente da APEL – Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, ao Jornal Económico, tamanha oferta é não só um sinal de vitalidade do livro e do setor, como também um enorme desafio para os leitores.

Foi, precisamente, a pensar nessa eventual angústia que os visitantes têm à sua disposição o Consultório de Leitura. Aqui fazer-se prescrições de livros para quem tiver dúvidas, para quem quer conhecer autores que ainda desconhece. Tal como na maioria dos stands há gente versada no assunto. O objetivo é que livros e leitores se encontrem.

Até porque as expectativas dos editores e livreiros são altas. Pedro Sobral afirma que têm razões para estarem otimistas e lança um número: “um milhão”. De visitantes, entenda-se. Será, pois, uma grande festa do livro que, como já vem a ser habitual, tem uma intensa programação paralela. Aliás, dias antes da abertura, Pedro Sobral referia que, “olhando para aquilo que os editores estão a programar – pela expectativa que está a ser criada em função do enorme número de pedidos de pavilhões que tivemos –, podemos dizer, com alguma esperança, que esperamos chegar ao tal milhão de visitantes, pelo menos”.

O epicentro de tudo isto é, claro, o Parque Eduardo VII, no coração de Lisboa, e “um dos grandes fatores de sucesso desta Feira do Livro de Lisboa“, realça o presidente da APEL. É, também, no seu entender, “o maior evento cultural do país”. E as melhorias não foram esquecidas, desde as acessibilidades, aos fraldários – “uma coisa muito pedida pelas famílias que nos visitam”, frisou, a rampas de acesso a diversos equipamentos.

Sem esquecer, claro, que o livro é a estrela deste evento que, durante 19 dias, apresenta 960 marcas editoriais representadas por 140 participantes, distribuídos por 350 pavilhões, além do Espaço dos Pequenos Editores e do Plano Nacional de Leitura. E se é verdade que a capacidade máxima é atingida este ano, o objetivo de sempre mantém-se, i.e., oferecer uma experiência cada vez mais enriquecedora e completa, para a qual contribuem duas novas Praças – elevando o total para seis –, instalações sanitárias reforçadas e adaptadas, e restauração mais diversificada. Para além das inúmeras conversas com autores e sessões de autógrafos, e dos descontos no ‘livro do dia’.

Os mais novos não foram esquecidos

A Feira do Livro de Lisboa retoma a iniciativa Acampar com Histórias, que proporciona a crianças entre os oito e os 10 anos (mediante inscrição e com um custo de 18,5 euros) dormirem no Parque Eduardo VII na envolvência da literatura e longe dos equipamentos eletrónicos.

Esta ação vai ter seis sessões – sextas, sábados e vésperas de feriado – e tem capacidade para 25 crianças/noite. Trata-se da quinta edição desta iniciativa, a que se junta um programa pensado no âmbito do PNL – Plano Nacional de Leitura, na Casa da Leitura. Destaque ainda para três sessões do Clube de Leitura, com Inês Maria Meneses, Gisela Casimiro e João Tordo, o Clube de Leitura em Família (Oficinas com Inês Vila) e uma sessão de Ler e Conversar com Música – inspirada no sucesso do Reading Rythms em Nova Iorque – que o público da Feira do Livro poderá vivenciar  num ambiente informal, de conversa, música e leituras.

Consulte aqui o programa completo da 94ª Feira do Livro de Lisboa, a decorrer até dia 16 de junho, das 12h00 às 22h00 (2.ª a 5.ª feira), até às 23h00 (6.ª feiras, sábados e vésperas de feriado) e das 10h00 às 22h00 aos Domingos e feriados.

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