Famílias financiaram Estado em 10,1 mil milhões em agosto “sobretudo” através de certificados de aforro

O financiamento das administrações públicas foi negativo em -6,1 mil milhões de euros, depois dos -1,5 mil milhões de euros registados em igual período de 2022.

Famílias financiaram Estado em 10,1 mil milhões em agosto “sobretudo” através de certificados de aforro
administrações públicas Banco de Portugal

O Banco de Portugal publicou hoje as estatísticas do financiamento das administrações públicas atualizadas para agosto de 2023. Até agosto de 2023, as administrações públicas financiaram os bancos, em 10,8 mil milhões de euros, sobretudo através do aumento dos depósitos, e financiaram o exterior, em 5,4 mil milhões de euros, através da amortização de títulos de dívida pública portuguesa e da aquisição de títulos emitidos por não residentes, principalmente, pelos fundos de segurança social.

Em contrapartida, os outros setores residentes, com destaque para as famílias, financiaram as administrações públicas em 10,1 mil milhões de euros, sobretudo através da aquisição de certificados de aforro.

Assim, o financiamento das administrações públicas foi negativo em -6,1 mil milhões de euros, depois dos -1,5 mil milhões de euros registados em igual período de 2022.

Um financiamento líquido negativo indica que as administrações públicas utilizaram parte dos fundos obtidos para financiar outros setores da economia.

Uma análise por instrumento mostra que o financiamento das administrações públicas através de emissões líquidas de títulos foi negativo, em 5,3 mil milhões de euros e o financiamento através de empréstimos bancários deduzidos de depósitos foi negativo em 0,7 mil milhões de euros.

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