Família Agnelli rejeita oferta pela Juventus

Família Agnelli garante que não vende ao fim de 4 gerações dedicadas ao clube.

Família Agnelli rejeita oferta pela Juventus
No segundo posto surge o Celtic de Glasgow. A equipa escocesa fez 56 partidas sem uma derrota na Liga, entre os anos civis de 2016 e 2017. Uma série potenciada pela invencibilidade do clube na competição durante toda a temporada 16/17.

A Juventus está hoje a subir mais de 16% na bolsa de Milão para os 2,55 euros. A ‘vecchia signora’ está a valorizar depois de a família Angelli ter rejeitado uma oferta pela compra do clube, com a sua capitalização bolsista a disparar para mais de mil milhões.

A oferta veio da companhia de criptomoedas Tether Holdings que ofereceu 1,1 mil milhões de euros para comprar o clube, com um prémio de mais de 20% face ao valor atual das ações.

A oferta feita toda em cash para comprar os mais de 65% detidos pela família, revela a “Bloomberg”.

A Exor, detida pelos Agnelli, rejeitou a oferta pois não tem a intenção de vender o clube, com a administração a rejeitar a proposta por unanimidade.

O disparo na cotação indica que os investidores esperam que a Tether regresse com nova proposta.

A proposta chega num momento em que os Agnelli estão a reestruturar o seu portefólio de investimentos, controlando a Ferrari e sendo o maior investidor na Stellantis.

No início do ano, concordaram em vender a empresa de camiões Iveco aos indianos da Tata e os italianos da Leonardo.

Agora negoceiam a venda do grupo de media Gedi Gruppo Editoriale aos gregos do Antenna Group, mas o Governo italiano defende que o grupo deve ficar em mãos italianas para salvaguardar a liberdade de imprensa.

A Exor triplicou o seu valor no espaço de uma década: de 11 mil milhões para mais de 36 mil milhões de euros.

John Elkann, presidente-executivo da Exor, disse este fim de semana que a Juventus fazia parte da vida da sua família há mais de 100 anos.

“Ao longo de um século, quatro gerações fizeram o clube crescer, reforçando-o, tomando conta dele nos momentos difíceis e celebrando nos momentos alegres”, segundo o gestor.

John é neto de Gianni Agnelli, conhecido por L’Avvocato (o advogado), que levou a Fiat a pesar mais de 4% no PIB italiano. Mas o envolvimento da família com a Juventus começou com o seu bisavó, Edoardo Agnelli.

A Tether detém uma fatia de 11% do clube, sendo o primeiro grande clube europeu a ter como acionista uma empresa de criptomoedas. E prometeu investir mil milhões de euros no clube para o desenvolver.

A Tether conta com dois italianos na sua liderança: o chairman Giancarlo Devasini e o CEO Paolo Ardoino, que se declaram fãs desde crianças e têm tornado as suas críticas públicas.

“A gestão trata a Juventus como se estivéssemos nos anos 80 ou 90. Não é a abordagem certa num cenário global competitivo de desporto. A gestão é um problema”, afirmou Paolo Ardoino em outubro.

A companhia tem investido em vários setores, da agricultura ao desporto e redes sociais.

Em Itália, comprou 30% da companhia de media Be Water e esteve envolvida numa ronda de financiamento recente a uma startup de robots humanoides, a Generative Bionics.

A Juventus está no 5º lugar da Serie A e encontra-se na 17ª posição na Liga dos Campeões-

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