Falta de acordo de paz no Médio Oriente leva mercados ao ‘vermelho’

Depois de um cessar-fogo de duas semanas, decretado na semana passada, as tensões continuam a subir no Médio Oriente, desta vez com os Estados Unidos a bloquearem o estreito de Ormuz, com o presidente Donald Trump a prometer ser ‘implacável’ e a eliminar qualquer navio iraniano que tente travar o bloqueio norte-americano.

Falta de acordo de paz no Médio Oriente leva mercados ao ‘vermelho’
PSI bolsa de Lisboa mercados

O estreito de Ormuz voltou a ser o centro das atenções na primeira sessão desta semana, com os Estados Unidos e o Irão a jogarem “à batalha naval” no estreito.

Depois de um cessar-fogo de duas semanas, decretado na semana passada, as tensões continuam a subir no Médio Oriente, desta vez com os Estados Unidos a bloquearem o estreito de Ormuz, com o presidente Donald Trump a prometer ser ‘implacável’ e a eliminar qualquer navio iraniano que tente travar o bloqueio norte-americano.

Assim, os preços do petróleo voltaram a subir, ultrapassando, de novo, os 100 dólares por barril.

Os analistas do Bankinter apontam que “a trégua marcou o início de um processo para a normalização que, dada a complexidade do contexto, não está isento de altos e baixos, como o que vimos na segunda-feira (Brent 102 $/bbl +7%)”.

Já os analistas da XTB explicam que “as negociações entre os EUA e o Irão em Islamabad terminaram sem um acordo no fim de semana — as duas partes não conseguiram chegar a um acordo sobre o programa nuclear iraniano. O cessar-fogo continua formalmente em vigor, mas as esperanças de uma nova ronda de diálogo são escassas, especialmente na sequência das últimas medidas de escalada por parte de Washington”.

O comando central dos Estados Unidos (CENTCOM) explicou que “o bloqueio não significa que o estreito de Ormuz será fechado ao tráfego de trânsito; no entanto, o Irão advertiu que qualquer aproximação de navios norte[1]americanos ao estreito será considerada uma violação do cessar-fogo. Israel elevou o seu nível de alerta”, esclarecem os analistas da XTB.

Para além do estreito, as eleições na Hungria também marcaram a primeira sessão, depois de Viktor Orbán ter saído do poder, passados 16 anos. “No lado geoestratégico, na Hungria, P. Magyar vence as eleições com maioria absoluta; com mensagem pró-Europa e pró-NATO”, afirmam os analistas.

“Para os investidores, tal acontecimento constitui um sinal para regressarem a um mercado que tem estado «sob ponderado» há anos. Para a região, é uma oportunidade para reforçar o Grupo de Visegrado e a coesão de toda a União Europeia. Se Péter Magyar utilizar a sua maioria constitucional para restabelecer rapidamente as relações com Bruxelas, o forint e a bolsa de valores húngara poderão tornar-se líderes de crescimento na Europa Central nos próximos anos”, declaram os analistas da XTB.

Esta vitória fez com que a moeda húngara valorizasse face ao dólar e ao euro.” O forint foi uma das moedas mais fortes no mercado global durante a abertura de segunda-feira, apesar das tensões acentuadas no Médio Oriente”, salientam.

Em terreno nacional foi conhecida a inflação de março, que subiu para 2,7% à boleia do preço dos combustíveis.

Esta terça-feira continuam as apresentações dos resultados trimestrais das empresas, com Blackrock, JP Morgan, Wells Fargo, Citigroup, J&J e Kering.

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