Exames nacionais: FNE diz que “cumprimento dos prazos não pode ser confundido com a inexistência de problemas”

"Apesar dos constrangimentos verificados, foram os professores classificadores que, com profissionalismo, sentido de responsabilidade e enorme disponibilidade, garantiram a conclusão do processo. Fizeram-no, em muitos casos, com uma sobrecarga de trabalho significativa, reorganizando a sua vida profissional e pessoal e trabalhando para além do que seria razoavelmente exigível", referiu a Federação Nacional da Educação.

Exames nacionais: FNE diz que “cumprimento dos prazos não pode ser confundido com a inexistência  de problemas”
FNE

A Federação Nacional da Educação (FNE) disse, esta sexta-feira, que o cumprimento dos prazos não pode, por isso, ser confundido com a inexistência de problemas nos exames nacionais.

Já esta sexta-feira, o governo recusou definir hora limite para afixação das pautas, como explicou o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, depois de reunido o Conselho de Ministros.

Por sua vez, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, sublinhou, durante debate no Parlamento, que “o júri nacional de exames tem todas as classificações prontas para distribuir às escolas”, acrescentando que não antecipa “razão nenhuma para que hoje não sejam publicadas todas as notas de todos os exames”.

O secretariado nacional da Federação Nacional da Educação (FNE), reuniu-se esta sexta-feira e fez um “balanço de um processo marcado por dificuldades técnicas e organizacionais que colocaram uma pressão acrescida sobre os  professores classificadores e sobre os restantes profissionais envolvidos”.

A Federação assumiu, desde o começo, “uma posição clara e responsável: denunciou os problemas, exigiu esclarecimentos, soluções e recusou que as falhas de planeamento, organização ou funcionamento fossem transferidas para os professores”.

“Apesar dos constrangimentos verificados, foram os professores classificadores que, com profissionalismo, sentido de responsabilidade e enorme disponibilidade, garantiram a conclusão do processo. Fizeram-no, em muitos casos, com uma sobrecarga de trabalho significativa, reorganizando a sua vida profissional e pessoal e trabalhando para além do que seria razoavelmente exigível”, referiu em comunicado.

Para a FNE “o cumprimento dos prazos não pode, por isso, ser confundido com a inexistência de problemas”. “Se o processo chegou ao fim, tal deve-se, em grande medida, ao esforço extraordinário dos profissionais que responderam às dificuldades que lhes foram colocadas e que não criaram”, considerou.

 

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“Uma consciência tranquila. Uma consciência totalmente tranquila. O processo não começou bem, começou mal, mas acabou bem. Temos mais de 50 mil alunos no ensino superior. Todos os alunos tiveram as notas. Os que não estão satisfeitos podem reclamar. Isso todos os anos acontece. Damos os mecanismos para isso. E, por isso, continuamos a melhorar o nosso sistema educativo”, declarou Fernando Alexandre.