Europa cercada num setor que dominou por 100 anos

Tesla e BYD complicam as contas às marcas europeias que tentam abrir caminho na mobilidade elétrica. Europa promove descarbonização, mas coloca entraves aos elétricos chineses.

Europa cercada num setor que dominou por 100 anos
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A decadência económica da Alemanha e de França, as duas maiores economias europeias, acontece na mesma altura em que as principais marcas automóveis europeias vivem uma profunda crise. Não há coincidências: a apatia da economia europeia vem- se arrastando perante um maior vigor dos EUA e com o Governo chinesa a injetar dinheiro nas suas empresas para conquistarem os mercados ocidentais.

Um sinal desta crise é a baixa utilização das fábricas europeias de algumas das maiores marcas. A Stellantis é a que atinge um valor mais baixo: 64% de taxa de utilização. Com capacidade para produzir 4,5 milhões de automóveis, deverá fechar o ano com apenas 2,9 milhões produzidos, segundo uma análise da Jefferies. Já a Volkswagen deverá atingir uma taxa de utilização de 84%, acima dos 78% da Renault e dos 80% da Mercedes-Benz. Já a BMW atinge os 86%.

O pior destas percentagens é que significam menos vendas, logo postos de trabalho em risco em diversos países europeus se o cenário não mudar.

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