EUA acreditam que cem camiões podem entrar por dia na Faixa de Gaza

O porta-voz afirmou, por outro lado, que um cessar-fogo “não é a resposta certa neste momento”, reiterando que o grupo islamita que controla a Faixa de Gaza “seria o único a beneficiar disso”.

EUA acreditam que cem camiões podem entrar por dia na Faixa de Gaza
10 - Estados Unidos

A Casa Branca considerou hoje possível que cem camiões possam entrar por dia em breve na Faixa de Gaza com ajuda humanitária, apesar de não ser favorável a um cessar-fogo no conflito entre Israel e o movimento palestiniano Hamas.

“Este é um primeiro objetivo”, disse em conferência de imprensa John Kirby, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, acreditando que possa ser atingido “nos próximos dias”, depois de o Presidente norte-americano, Joe Biden, ter apelado no domingo para se aumentar “significativamente e imediatamente” o fluxo de assistência ao território palestiniano sitiado e bombardeado por Israel.

O porta-voz afirmou, por outro lado, que um cessar-fogo “não é a resposta certa neste momento”, reiterando que o grupo islamita que controla a Faixa de Gaza “seria o único a beneficiar disso”.

Os Estados Unidos defendem, em alternativa, “pausas humanitárias temporárias e localizadas para permitir que a ajuda chegue a determinadas populações específicas e talvez até para ajudar na retirada de pessoas que queiram sair” do enclave.

Quando questionado se a ofensiva era equiparável a uma invasão, Kirby afirmou que Washington recusa-se a colocar rótulos à ofensiva israelita.

“Não vamos colocar rótulos a partir de um púlpito daqui. Eles [israelitas] podem falar e têm-no feito. Pelo que tudo indica, parece que o que estão a fazer é tentar colocar muito mais pressão sobre os líderes do Hamas”, disse o porta-voz do Conselho de Segurança Interna.

John Kirby observou que exercer pressão contra a liderança de uma organização como o Hamas “é mais fácil com soldados do que pelo ar” e, mais uma vez “é isso que estão a fazer”.

O conselheiro presidencial referiu também que se pode “decapitar uma organização terrorista, dizimar as suas capacidades e torná-la muito menos eficaz”, mas admitiu que “provavelmente nunca se poderá matar a ideologia”.

O pronunciamento da Casa Branca ocorreu no mesmo dia em que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reiterou que o Hamas será derrotado e que a Faixa de Gaza “será diferente” quando a ofensiva israelita no enclave estiver concluída.

O líder israelita afastou um cessar-fogo e acrescentou que o avanço das tropas israelitas na Faixa faz parte de uma “terceira fase” do conflito, que “está a acontecer em passos metódicos mas poderosos, alcançando um progresso sistemático”.

O grupo islamita Hamas lançou em 07 de outubro um ataque surpresa contra o sul de Israel com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados, fazendo duas centenas de reféns.

Em resposta, Israel declarou guerra ao Hamas, movimento que controla a Faixa de Gaza desde 2007 e que é classificado como terrorista pela União Europeia e Estados Unidos, bombardeando várias infraestruturas do grupo na Faixa de Gaza e impôs um cerco total ao território com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.

O conflito já provocou milhares de mortos e feridos, entre militares e civis, nos dois territórios.

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