Estoril-Sol afunda prejuízos para 25,3 milhões de euros em 2025 e online volta a sustentar contas

O Grupo Estoril-Sol terminou 2025 com um resultado líquido consolidado negativo de 17,9 milhões de euros, um agravamento face aos 4,8 milhões de euros de perdas em 2024, penalizado sobretudo pela concessão do Estoril, pelas imparidades e pela subida dos custos operacionais.

Estoril-Sol afunda prejuízos para 25,3 milhões de euros em 2025 e online volta a sustentar contas
Casino Estoril (1)

A Estoril-Sol fechou 2025 com prejuízos mais pesados, pressionada pela quebra da atividade no Casino do Estoril e pelo peso das imparidades, apesar de o negócio online continuar a gerar resultados robustos.

O prejuízo atribuível aos acionistas da empresa-mãe agravou-se para 25,3 milhões de euros, contra 12,1 milhões de euros negativos em 2024.

O grupo registou um resultado líquido consolidado negativo de 17,9 milhões de euros, o que traduz um agravamento dos prejuízos face aos 4,8 milhões de euros de perdas em 2024 que foi impulsionado sobretudo pela concessão do Estoril, pelas imparidades e pela subida dos custos operacionais.

As receitas brutas combinadas de jogo do grupo territorial e online, caíram 2% para 207,3 milhões de euros, enquanto as receitas de jogo líquidas de imposto recuaram 3% para 111,4 milhões de euros.

A empresa diz que as receitas de jogo territorial ascenderam a 151,6 milhões de euros, um decréscimo de 4% face a 2024. apesar do desempenho positivo registado no Casino de Lisboa.

As receitas de jogo online do Grupo Estoril Sol cresceram 3% em 2025, tendo este desempenho sido alcançado com base em desempenhos distintos, um crescimento de 5% nos jogos de casino e uma queda de 7% nas apostas desportivas.

Durante o ano de 2025 a Estoril Sol Digital registou receitas brutas de jogo online (montante das apostas depois de deduzidos os prémios pagos), no montante global de 66,3 milhões de euros, um crescimento de 6,8% por comparação com os 62,1 milhões alcançados em 2024.

O segmento das apostas desportivas é responsável por 37% (39% em 2024) do valor do mercado de jogo e apostas online e gerou receitas brutas de 447,4 milhões, que corresponde a um crescimento de 3% face ao ano anterior.

As receitas brutas de apostas desportivas da Estoril Sol Digital, representam 3% (3% em 2024) do total das receitas geradas em Portugal neste tipo de apostas, ascenderam a 13 milhões tendo regredido 1,6% face ao ano anterior.

As receitas brutas de jogos de fortuna ou azar da Estoril Sol Digital, representam 7% (7,2% em 2023) do total das receitas geradas em Portugal, ascenderam a 53,3 milhões (49,3 milhões de euros em 2025), tendo aumentado 8% face ao ano anterior.

No plano operacional, o EBITDA consolidado baixou 12% para 25,4 milhões de euros, refletindo a pressão sobre os casinos físicos e o aumento dos encargos associados à nova fase da concessão do Estoril.

O segmento dos jogos de fortuna ou azar representa 63% (61% em 2024) do mercado e gerou receitas brutas no montante de 758,9 milhões de euros, o que corresponde a um crescimento de 12% face ao ano anterior.

O documento destaca que os casinos do Estoril e de Lisboa foram os principais pontos de pressão, num contexto em que o grupo reconheceu uma perda por imparidade de 13,2 milhões de euros sobre os ativos afetos à zona de jogo permanente do Estoril. A isso juntou-se uma provisão de 3,3 milhões de euros para a reestruturação em curso, que a administração diz querer traduzir numa redução permanente de custos.

Em contraciclo, o negócio online voltou a sustentar a operação. A Estoril Sol Digital registou receitas brutas de jogo online de 66,3 milhões de euros, mais 6,8% do que em 2024, e manteve resultados positivos próximos de 15 milhões de euros. No conjunto, as receitas online do grupo subiram 3%, para 55,7 milhões de euros líquidos de impostos sobre o jogo.

A Póvoa de Varzim deixou de ser um contributo estável para o grupo, depois de a concessão ter terminado em 30 de abril de 2026 e de a subsidiária Varzim-Sol ter decidido não apresentar proposta no novo concurso. Já a concessão do Estoril mantém-se até 2037, mas a própria empresa admite que os capitais próprios da subsidiária que explora essa zona de jogo precisam de ser reforçados em cerca de 35 milhões de euros, por se situarem em 19,6% do ativo total líquido.

Em termos de balanço, a holding terminou o ano com resultado líquido individual positivo de 25,25 milhões de euros, impulsionado por dividendos recebidos e pela equivalência patrimonial, mas isso não alterou o retrato consolidado mais frágil do grupo.

A empresa destaca que 2025 foi um ano de transição difícil para a Estoril-Sol: o online continuou a crescer, mas não foi suficiente para compensar a quebra das receitas dos casinos físicos, o fim da concessão da Póvoa e o impacto das imparidades e da reestruturação em curso.

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