Empresa de transportes Alsa Portugal lança campanha de apoio humanitário a Cabo Verde

Em comunicado a empresa explica que a campanha conta com o envolvimento de toda a equipa da Alsa em Portugal, com destaque para os motoristas cabo-verdianos que integram os quadros da empresa.

Empresa de transportes Alsa Portugal lança campanha de apoio humanitário a Cabo Verde
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A operadora de transporte rodoviário Alsa Portugal, que emprega vários motoristas de origem cabo-verdiana, está a desenvolver uma ação de solidariedade e apoio humanitário à ilha de São Vicente, na sequência das chuvas que provocaram cheias naquela região.

A tempestade registada na madrugada de segunda-feira na ilha de São Vicente, em Cabo Verde, provocou nove mortos e três desaparecidos, destruiu casas e estradas e levou à queda de pontes.

Em comunicado a empresa explica que a campanha conta com o envolvimento de toda a equipa da Alsa em Portugal, com destaque para os motoristas cabo-verdianos que integram os quadros da empresa.

“Nos próximos dias, serão recolhidos alimentos, medicamentos e donativos financeiros, que serão enviados para o arquipélago através da Embaixada de Cabo Verde, em Lisboa”, adianta a empresa.

A Alsa em Portugal é constituída pelas empresas Alsa – Todi e Nex Continental sendo a operadora responsável pela Área 4 da Carris Metropolitana, em Lisboa, e pela Área 2 da Unir, no Porto, tendo desenvolvido uma operação de recrutamento de motoristas na ilha de São Vicente, em Cabo Verde.

A empresa opera nos concelhos de Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Setúbal, Gondomar, Paredes, Santo Tirso e Valongo.

“A solidariedade é um valor essencial e, por isso, apelo à colaboração de todos os nossos parceiros, colaboradores e clientes para que se juntem a esta iniciativa”, explica o responsável da empresa, Juan Gomez Piña, adiantando que é possível a entrega de bens nas instalações das empresas na Moita, na Estrada da Varzinha, concelho de Setúbal, e em Fânzeres, concelho de Gondomar.

Na sequência da tempestade, Cabo Verde decretou dois dias de luto nacional e um gabinete de crise foi criado para coordenar a resposta.

Além da destruição na ilha de São Vicente a tempestade causou ainda danos em Santo Antão e São Nicolau, com o Governo a declarar situação de calamidade por seis meses nos três municípios, para permitir a mobilização urgente de recursos.

O Presidente da República cabo-verdiano, José Maria Neves, deslocou-se na quarta-feira à ilha para visitar zonas afetadas, reunir-se com autoridades e contactar famílias atingidas, sublinhando “a tranquilidade” e o “engajamento cívico” da população perante a destruição.

A Câmara Municipal de São Vicente começou na quarta-feira a entregar um subsídio de cerca de 181 euros às famílias das vítimas mortais, com o autarca a adiantar que estava a ser feito um levantamento das famílias desalojadas, para igualmente receberem apoio imediato.

A escola de Monte Sossego já está preparada para receber desalojados e as estruturas de saúde de São Vicente estão a disponibilizar atendimento psicológico às famílias afetadas, segundo as autoridades.

Países como Timor-Leste, Guiné-Bissau, Portugal e São Tomé e Príncipe manifestaram solidariedade e apresentaram condolências às famílias enlutadas.

Portugal anunciou na quarta-feira o envio de um navio da Marinha para prestar assistência humanitária em Cabo Verde e cuja chegada está prevista para sexta-feira.

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