A Renova investiu 10,9 milhões de euros na sua fábrica de Torres Novas para reduzir para metade as emissões de CO₂, através de uma nova central de biomassa. A nova unidade substitui o gás natural na produção da energia térmica necessária para o fabrico dos produtos em papel da empresa.
Com a nova unidade, a fábrica da Renova vai evitar a emissão de 54 mil toneladas de CO2 por anos evitados, cerca de 50,6% redução efetiva das emissões da fábrica de Torres Novas. O projeto teve fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e foi financiado pela União Europeia, em cerca de 5,8 milhões de euros.
“O investimento que inauguramos é muito importante para a responsabilidade ecológica e para a marca no futuro. Damos um passo gigantesco na descarbonização e na eficiência energética”, disse Paulo Pereira da Silva, CEO da Renova.
Na apresentação do projeto, o CEO da Renova indicou que, nos 12 últimos anos, a marca investiu cerca de 152 milhões de euros “na modernização das suas unidades industriais, reforço da capacidade produtiva e na eficiência energética” dos seus produtos.
A inauguração da central de biomassa teve a visita do Secretário de Estado da Energia, Jean Barroca. O governante sublinhou a importância da descarbonização para reforçar a competitividade da industria portuguesa. “A energia para a industria já não apenas uma fatura no final do mês, mas sim uma estratégia”, afirmou.
Em 2025 a Renova teve 205 milhões de euros de faturação, uma quebra 5,5% face aos 217 milhões conseguidos em 2024. A empresa explica que essa diferença surge pelos picos de vendas durante anteriores durante a covid-19. De acordo com Paulo Pereira da Silva a previsão para 2026 é de manter os números do ano anterior. Cerca de 60% da faturação da empresa portuguesa resulta da exportação para 70 países, onde se destacam Espanha, França e Bélgica como maior número de vendas.