A Região Autónoma dos Açores continua a mostrar sinais de dinâmica e resiliência económica, tal como demonstram os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE). Este ano poderá ser considerado um verdadeiro ‘ano de ouro’ para os Açores com a receitas do turismo a aumentarem 10,2% nos primeiros seis meses. Totalizam 99,6 milhões de euros, contra 88,9 milhões de registados no período homólogo de 2024.
Números que confirmam o turismo como grande motor da economia dos Açores e a principal atividade económica a criar riqueza. E que estão já perto dos valores registados nos segundos semestres de 2023 (117 milhões de euros) e de 2024 com 143 milhões de euros – o volume de receitas mais elevado desde o período pós-pandemia no início de 2022.
Entre junho de 2023 e junho de 2025, no conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o registo
mais elevado de dormidas, nos Açores, aconteceu em agosto do ano passado, com 677 mil dormidas.
Quanto aos resultados do primeiro semestre de 2025 justificam-se com o forte impulso do mercado internacional responsável por 1,2 milhões de dormidas (+11,0% face ao primeiro semestre de 2024), um peso de 74,5% do total na região açoriana de 1,9 milhões (+7%).
Entre as principais nacionalidades sobressaíram, no mês de junho, os Estados Unidos. É já o principal emissor com 73.918 dormidas (+4,8%), seguidos da Alemanha, com 63.306 dormidas (+17,2%) e Espanha, com 49.142 dormidas (+5,5%).
Outro dos grandes destaques vai para o crescimento expressivo de mercados internacionais como Israel (79,8%),
Polónia (47,4%) e Canadá (19,3%).
Portugueses em quebra
A contrastar com o aumento da procura internacional está o mercado português que atingiu no primeiro semestre as 689.534 dormidas, o que significou um ligeiro crescimento de 0,5%.
No entanto, se olharmos apenas ao mês de julho os residentes em território nacional tiveram uma descida homóloga de 6%, para um total de 131,8 mil dormidas.
Esta quebra fez-se sentir na hotelaria que caiu 2,7% em junho, com o mercado nacional a descer 8,0%, enquanto o alojamento local e o turismo no espaço rural cresceram 9,1% e 11,3%, respectivamente.
Em termos geográficos, a ilha de São Miguel continua a ser o principal destino, com 67,7% das dormidas na hotelaria e no alojamento local, seguindo-se a ilha Terceira (12,8%), o Pico (6,5%) e Faial (6%).
Contudo, os aumentos mais significativos registaram-se em Santa Maria (+25,7%), Graciosa (+25,6%), Corvo (20,2%), São Jorge (15,8%) e Flores (13,8%), Faial (10,4%), contrastando com a ilha Terceira foi a única com quebra (-1,8%).
Vila Galé com aumento nas receitas
Um dos grupos hoteleiros com presença nos Açores, é a Vila Galé, com a sua unidade em São Miguel. Em declarações ao JE, Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador da empresa revela que a taxa de ocupação no período de verão “está dentro das nossas expectativas”.
No primeiro semestre, o Vila Galé Collection São Miguel verificou um aumento homólogo de 16% na receita por quarto ocupado (AdR), de 125 para 146 euros de 6% no Revpar, passando dos 70 para 75 euros.
Já as receitas por alojamento tiveram uma subida de 5%, dos 1.390 milhões de euros para 1.465 milhões.