Easyjet comprada por fundo norte-americano

A grande questão agora é como o novo dono da companhia 'low cost' vai conseguir aprovar o negócio à luz das regras europeias.

Easyjet comprada por fundo norte-americano
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A Easyjet foi comprada por um fundo norte-americano. O Apollo Global pagou 5,7 mil milhões de libras (6,6 mil milhões de euros).

A também interessada Castlelake ficou para trás depois de ter apresentado cinco propostas, com a última a atingir os 5,5 mil milhões de libras.

A proposta da Apollo mereceu o apoio do fundador Stelios Haji-Ioannou e da administração da empresa.

O fundo – que gere mais de um bilião de dólares em ativos – já tinha investido em várias companhias aéreas, como a Aeromexico, Sun Country Airlines ou Atlas Air.

O seu objetivo é acelerar as ambições comerciais da da Easyjet, incluindo a expansão do seu negócio de pacotes completos de férias. A empresa vai ser retirada da bolsa de Londres.

A grande questão agora é como vai ficar a companhia para garantir que cumpre as regras de propriedade da União Europeia.

A família fundadora Haji-Ioannou e restantes acionistas vão ficar com 45% a 49,9% da empresa, com 5% a ficar detido por um fundo fiduciário sediado na UE, com os fundos da Apollo a deterem até 49,9% da companhia.

As ações da empresa dispararam mais de 65% desde que o negócio foi anunciado. A oferta da Apollo representa um prémio de 81% face ao preço de fecho de 28 de maio, quando foi noticiado o interesse por parte da Castlelake.

“Penso que o mercado pensa que existe um risco de execução devido à questão do controlo da empresa” devido às regras da UE, disse à “Reuters” o analista de aviação James Halstead, considerando que o acordo vai facilitar a vida financeira da companhia, incluindo mais acordos de leasing, isto é, o alugar de aviões por parte da companhia a empresas especializadas, uma prática comum no setor, tal como faz a TAP, por exemplo.

Os analistas consideram que a retirada de bolsa pode ser útil numa altura de guerra no Médio Oriente.

“A saída de bolsa vai permitir à Easyjet estar menos agarrada aos resultados trimestrais e menos exposta à turbulência que o setor deverá enfrentar com custos de combustível mais elevados a refletirem-se mais claramente no preço dos bilhetes”, segundo Andrea Giuricin da TRA Consulting.

Já Joe Gill da consultora irlandesa Goodbody Capital Markets considera que, com a saída da Easyjet de bolsa, a IAG e a Ryanair “são os nomes mais líquidos que restam na Europa. A Lufthansa e a AFKLM sempre foram ações complicada de negociar em escala, com as suas estruturas de propriedade e listagens em Franfurt e Paris/Amesterdão”.

“A aquisição da Easyjet pela Apollo retira outra empresa do mercado de ações, mas representa uma perda ainda maior para um setor de companhias aéreas cada vez mais de nicho”, segundo o especialista em aviação.

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Esta nova oferta, 7,15 libras (8,38 euros) por ação, "oferece um resultado melhor para os acionistas da easyJet, proporcionando-lhes um valor em dinheiro superior à proposta da Castlelake, de 6,90 libras (8,08 euros) por ação", sublinhou a companhia aérea britânica, acrescentando que já não está disposta a considerar a oferta anterior.