“Doenças do cérebro? Infelizmente, os tratamentos inovadores não vão ser para todos”, sublinha neurologista

Há dois grandes grupos de doenças que se destacam em Portugal no foto neurológico: o AVC (doença vascular cerebral) e doenças degenerativas (Parkinson e Alzheimer). Mas temos que perceber que os tratamentos inovadores não vão ser para todos", começou por realçar este especialista no evento organizado pelo JE e Biogen Portugal

“Doenças do cérebro? Infelizmente, os tratamentos inovadores não vão ser para todos”, sublinha neurologista
Cristina Bernardo

Todas as doenças do cérebro deveriam merecer respostas rápidas por parte da investigação na saúde mas se João Massano, neurologista e coordenador do Centro de Investigação e Ensaios Clínicos do Centro Hospitalar Universitário S. João, tivesse que escolher duas, este especialista definiu o AVC assim como doenças degenerativas como o Parkinson e o Alzheimer.

Esta foi a ideia principal expressa no painel designado de “O Futuro das Neurociências”, integrada na conferência “O Futuro das Neurociências”. O JE e a Biogen Portugal promovem esta terça-feira, 9 de maio, em Lisboa, a conferência “O Futuro das Neurociências”, uma iniciativa que tem lugar no Centro Cultural de Belém e que visa debater os desafios e oportunidades associados à saúde do cérebro em Portugal.

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“Seriam todas, todas são importantes. Mas há que fazer escolhas para canalizar investimentos os recursos e a perspetiva da saúde pública é muito importante. Há dois grandes grupos de doenças que se destacam em Portugal no foto neurológico: o AVC (doença vascular cerebral) e doenças degenerativas (Parkinson e Alzheimer). Mas temos que perceber que os tratamentos inovadores não vão ser para todos”, começou por realçar este especialista.

Recorrendo a números que definem o cenário relativamente ao impacto das doenças degenerativas em Portugal, João Massano destaca que se estima que “haja 200 mil pessoas com a doença de Alzheimer e isso implica um grande investimento em termos de saúde. O impacto familiar é tremendo”.

“Somos um dos cinco países mais envelhecidos do mundo e em 2030 a ONU perspectiva que seremos o terceiro país mais envelhecido. Em 2050, poderemos ter um aumento de 75% de doentes de Alzheimer. Temos que arranjar a melhor forma de lidar com isto”, explicou este especialista.

Atualizada às 10h37

 

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