Dívida do Estado agrava-se 1,4% para 291 milhões em maio

“A 31 de maio de 2024, o saldo da dívida direta do Estado cifrou-se em 290.847 milhões de euros, o que constitui um acréscimo de 1,4% face ao mês anterior”, lê-se no boletim mensal do IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública.

Dívida do Estado agrava-se 1,4% para 291 milhões em maio
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A dívida do Estado atingiu 290.847 milhões de euros no final de maio, um acréscimo de 1,4% em relação ao mês anterior, sobretudo, devido ao aumento do saldo de obrigações de tesouro, indicou hoje o IGCP.

“A 31 de maio de 2024, o saldo da dívida direta do Estado cifrou-se em 290.847 milhões de euros, o que constitui um acréscimo de 1,4% face ao mês anterior”, lê-se no boletim mensal do IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública.

Esta evolução é, sobretudo, justificada com o aumento do saldo de obrigações do tesouro (OT) em 4.013 milhões de euros.

Por sua vez, este aumento deve-se às emissões realizadas, com destaque para a nova emissão sindicada da OT 3,625 JUN2054 e ao acréscimo do ‘stock’ de bilhetes do tesouro (BT) em 1.573 milhões de euros.

Já o saldo da rubrica de Certificados Especiais de Dívida de Curto Prazo (CEDIC) teve uma subida de 125 milhões de euros.

No sentido inverso, destaca-se a diminuição do saldo de outros instrumentos em 1.467 milhões de euros, devido a emissões no valor de 500 milhões de euros em conjunto com amortizações de 1.967 milhões de euros.

Para esta redução também pesou um recuou de 97 milhões de euros no saldo vivo de Certificados do Tesouro (CT) e de quatro milhões de euros nos Certificados de Aforro (CA).

Já as contrapartidas das contas margem tiveram um decréscimo de 49 milhões de euros.

No período em causa, o ‘stock’ da dívida baixou em 31 milhões de euros, “refletindo o efeito decorrente das flutuações cambiais dos instrumentos de dívida denominados em moeda não euro, avaliados ao câmbio do último dia de maio”.

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"A taxa a quatro anos fixou-se em 2,834%. Já a dez anos registou uma subida face ao leilão de abril. Se então a taxa foi de 3,304%, na emissão atual situou‑se em 3,452%. O aumento na remuneração a longo prazo sinaliza um ajustamento das expectativas de mercado quanto às condições macroeconómicas e à perceção de risco no médio e longo prazo", sublinha Filipe Silva, do Banco Carregosa.