DGArtes abre concurso entre três propostas para Bienal de Arquitetura de Veneza 2027

A Direção-Geral das Artes (DGArtes) abriu concurso para selecionar, a partir de três propostas, a equipa e o projeto que irão representar Portugal na Bienal de Arquitetura de Veneza 2027, dispondo de um apoio de 500 mil euros.

DGArtes abre concurso entre três propostas para Bienal de Arquitetura de Veneza 2027
Pavilhão de Portugal, Bienal de Arquitetura de Veneza 2025

A Direção-Geral das Artes (DGArtes) abriu concurso para selecionar, a partir de três propostas, a equipa e o projeto que irão representar Portugal na Bienal de Arquitetura de Veneza 2027, dispondo de um apoio de 500 mil euros.

De acordo com o aviso publicado em Diário da República, trata-se de um “concurso limitado para selecionar o projeto curatorial e expositivo que representará oficialmente Portugal na 20.ª Exposição Internacional de Arquitetura — La Biennale di Venezia, em 2027”.

Os três projetos que passaram a esta fase do concurso, anunciados na segunda-feira 17 de agosto, pela DGArtes, são “Analog Twins”, de Alice Clanet-Hallard, Edgar Brito, Francisco Lobo e Romea Muryn; “Mãos ao Chão”, de Joanna Alice Helm, Remígio Van Eyes Chilaule e Samuel de Brito Gonçalves; e “Matéria Viva”, de Helena Botelho.

Alice Clanet-Hallard é arquiteta e Edgar Brito é engenheiro civil, ambos fundaram Clanet&Brito, um estúdio interdisciplinar de investigação e design, sediado no Porto, enquanto Francisco Lobo é um realizador e diretor de fotografia português e Romea Muryń é uma arquiteta e investigadora polaca, ambos fundadores do Locument, um estúdio de investigação igualmente com sede no Porto.

Os autores do segundo projeto são a arquiteta e urbanista brasileira Joanna Alice Helm, que foi editora-chefe e diretora de conteúdo do ArchDaily Brasil, com experiência na curadoria e produção de eventos internacionais de arquitetura; o arquiteto e urbanista moçambicano Remígio Van Eyes Chilaule, docente universitário responsável pelo projeto do Museu da Mafalala; e o arquiteto português Samuel de Brito Gonçalves, fundador do atelier Summary, Lda., sediado no Porto.

A proposta “Matéria viva” foi apresentada pela arquiteta Helena Botelho, diretora da Faculdade de Arquitetura e Artes da Universidade Lusíada, em Lisboa, e fundadora do atelier Helena Botelho Arquitectura.

As três propostas foram escolhidas para integrar o concurso da representação oficial portuguesa na Bienal de Veneza de 2027 por um grupo de trabalho constituído por Álvaro Domingues, Andreia Garcia, João Gomes da Silva, Mariana Pestana e Tânia Teixeira.

De acordo com a DGArtes, as propostas selecionadas destacam-se pela qualidade conceptual e proposta expositiva, pelo percurso artístico das equipas e pela correspondência ao desafio lançado pelos curadores Wang Shu e Lu Wenyu, sob o tema “Do Architecture — For the Possibility of Coexistence Facing a Real Reality”.

Nesta segunda fase do concurso, os projetos deverão considerar o espaço expositivo, o edifício Fondaco Marcello e a cidade de Veneza, e valorizar a arquitetura e o diálogo com outras disciplinas e áreas do conhecimento, a internacionalização da cultura portuguesa, a mediação de públicos, a investigação e experimentação artísticas, a sustentabilidade ambiental e a acessibilidade, acrescenta a DGArtes na sua página de Internet.

O montante global disponível é de 500 mil euros, com uma distribuição anual de 300 mil euros em 2026 e até 200 mil euros em 2027, conforme previsto da declaração anual da DGArtes, no âmbito do Programa de Apoio a Projetos.

Os candidatos das três propostas finalistas são agora convidados pela DGArtes a desenvolver e aprofundar os projetos apresentados, numa segunda fase do procedimento que culminará no dia 06 de outubro, a que se seguirá a escolha da proposta vencedora, que representará oficialmente Portugal em Veneza.

Sob o tema “Do Architecture – For the Possibility of Coexistence Facing a Real Reality”, a próxima edição da bienal decorrerá entre 08 de maio e 21 de novembro de 2027, com a curadoria dos arquitetos Wang Shu e Lu Wenyu, propondo uma reflexão sobre o papel da arquitetura perante os desafios contemporâneos e as possibilidades de coexistência num contexto global marcado por transformações sociais, ambientais e urbanas.

Na 19.ª Bienal de Veneza de Arquitetura, em 2025, Portugal esteve representado pelo projeto “Paraíso. Hoje”, da autoria dos arquitetos Paula Melâneo, Pedro Bandeira e Luca Martinucci, e dos curadores-adjuntos Catarina Raposo e Nuno Cera.

A Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza realiza-se alternadamente com a Exposição Internacional de Arte e constitui uma das mais importantes plataformas mundiais de apresentação, debate e reflexão sobre arquitetura contemporânea, reunindo arquitetos, curadores, investigadores e instituições de dezenas de países.

Relacionado