Despesas com teletrabalho. Governo fixa isenção até ao final deste mês

Três anos após o boom do teletrabalho causado pela crise pandémica, está por publicar a portaria que isenta o apoio que deveria compensar as despesas devido ao teletrabalho de descontos em sede de IRS e TSU. O Governo compromete-se agora em publicar essa portaria até ao final deste mês.

Despesas com teletrabalho. Governo fixa isenção até ao final deste mês
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A portaria que fixa o limite até ao qual as compensações pagas a quem está em teletrabalho ficam isentas de descontos em sede de IRS e de Taxa Social Única deverá ser publicada até ao final deste mês, de acordo com a manchete do jornal “Público” esta sexta-feira.

Ana Mendes Godinho, ministra do Trabalho, adiantou no final da reunião da Comissão Parlamentar, que decorreu esta quarta-feira, que o Governo assumia o compromisso de publicar essa portaria ainda este mês, apesar de não ter sido avançado o valor em que esse apoio estará enquadrado.

Depois de uma primeira lei ter gerado confusão, os deputados decidiram em maio ajustar o Código do Trabalho, mas ficou a faltar uma portaria do Governo para que o pagamento do apoio aos trabalhadores seja efetivamente desbloqueado, de acordo com advogados, patrões e sindicatos ouvidos pelo JE em maio.

https://jornaleconomico.pt/noticias/ainda-falta-portaria-para-desbloquear-pagamento-das-despesas-do-teletrabalho/

 

Sem essa portaria, estas transferências ficam sujeitas a IRS e a descontos para a Segurança Social, o que prejudica os trabalhadores – que recebem, em termos líquidos, menos do que acordado – e desincentiva os empregadores, que se veem obrigados a pagar um adicional de 23,75% relativo às contribuições sociais, alertam os especialistas.

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Apesar de cerca de 21 mil funcionários públicos estarem em teletrabalho, o Estado não recebeu, até ao momento, qualquer pedido de pagamento da compensação relativa às despesas adicionais decorrentes desse regime. Desde 1 de maio que o Código do Trabalho diz que pode ser fixado entre o empregador e o trabalhador um valor para esse apoio, sem ser preciso que este último apresente faturas, o que deverá ser aplicado à Administração Pública. Não é certo, contudo, quando tal acontecerá. O Governo atira a questão para a revisão do acordo de carreiras gerais que será feita no horizonte da legislatura, mas os sindicatos alertam que esperar até 2026 “é muito tempo”. “Não há razão nenhuma para haver trabalhadores a duas velocidades”, defende José Abraão, da Federação dos Sindicatos da Administração Pública (FESAP), referindo-se às diferenças entre os trabalhadores do privado e os do sector público.