Depósitos das famílias aumentaram 12,9 mil milhões de euros no ano passado

Além dos depósitos, também os empréstimos cresceram em 2024, contrariando a tendência verificada em 2023. No ano passado, essa subida foi de 400 milhões de euros.

Depósitos das famílias aumentaram 12,9 mil milhões de euros no ano passado
IRS dinheiro BCE

Os depósitos aumentaram 14,2 mil milhões de euros, para 355,1 mil milhões de euros, no final de 2024. Para este crescimento, as famílias contribuíram com 12,9 mil milhões de euros.

“Este acréscimo reflete a subida dos depósitos com prazo acordado (+18,4 mil milhões de euros), parcialmente compensado pela redução dos acordos de recompra (-5,3 mil milhões de euros). O decréscimo deste último tipo de depósitos é também responsável pela descida de 3,3 mil milhões de euros dos depósitos do setor não residente”, indica o Banco de Portugal no balanço sobre o setor bancário divulgado esta sexta-feira.

Os depósitos dos particulares e das empresas nos bancos residentes aumentaram, 12,9 e 5,3 mil milhões de euros, respetivamente, totalizando 192,7 e 69,4 mil milhões de euros no final de 2024.

Já os empréstimos concedidos pela banca aumentaram no ano passado, contrariando o comportamento registado no ano anterior. “Em 2024, essa subida foi de 400 milhões de euros e resultou, por um lado, do crescimento dos empréstimos concedidos a particulares (+4,9 mil milhões de euros) e das aplicações junto de outros bancos residentes (+2,5 mil milhões de euros)”, refere o Banco de Portugal.

O regulador indica ainda que “estes acréscimos foram parcialmente compensados pelo decréscimo dos depósitos junto do Banco de Portugal (-6,6 mil milhões de euros). No caso dos particulares, o aumento, que foi o mais elevado desde 2009, deveu-se principalmente aos empréstimos à habitação (+3,5 mil milhões de euros) e aos empréstimos ao consumo (+1,2 mil milhões de euros)”.

Os mesmos dados mostram ainda que o “financiamento à economia através da aquisição de títulos de dívida, em especial papel comercial e obrigações, cresceu 18,2 mil milhões de euros, a maior variação anual registada desde 2010”.

Assim, “no final de 2024, o balanço do setor bancário residente em Portugal totalizava 481,2 mil milhões de euros, mais 18,2 mil milhões de euros do que no final do ano anterior. Para esta evolução contribuiu essencialmente, do lado do ativo, o aumento de 21,4 mil milhões de euros dos títulos de dívida em carteira dos bancos. Do lado do passivo, a variação é justificada sobretudo pelo acréscimo dos depósitos e equiparados, no valor de 14,2 mil milhões de euros, e também do capital e reservas e dos títulos de dívida emitidos, ambos de 2,4 mil milhões de euros”.

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