O PSD e o Chega temem o regresso da austeridade depois de ouvirem proposta do Orçamento de Estado esta manhã. Em conferência de imprensa, Paulo Mota Pinto mostrou-se preocupado porque Governo “não garantiu que não vai haver perda de rendimentos” e André Ventura com a incapacidade “em fazer apoio direto aos contribuintes em matéria de combustíveis e energia”.
O líder da bancada parlamentar social democrata frisou que “há um regresso encapotado de uma certa austeridade pela previsível de perda de rendimentos”, designadamente nos salários da função pública.
Ventura afirmou que, face ao que ouviu na reunião, sente que “vem aí uma certa dose de austeridade”. “E isso sente-se na incapacidade do Governo em fazer apoio direto aos contribuintes em matéria de combustíveis e energia. (…) O Governo só se comprometeu com o apoio às indústrias altamente consumidoras de energia, como é o caso do vidro e do cimento”, esclareceu.
O líder do Chega destacou que o Governo “não vai mexer nas taxas de imposto no próximo ano”. O partido de extrema-direita insistiu em baixar o IVA em vários bens para além da energia face ao aumento dos preços. “O governo mostrou-se indisponível para fazer essa descida”, disse Ventura.
Mota Pinto disse ainda que face à anterior proposta de OE que foi chumbada, há uma “revisão em baixa do cenário macroeconómico, embora com manutenção do défice, o que significa que ou há outras medidas ou há aumento da receita fiscal sobre a economia”.
“Além disso, o Governo reiterou a sua convicção de que a inflação que assistimos, em várias áreas, mas sobretudo na energia, é um fenómeno temporário ou conjuntural, embora salientando que não sabia quanto ia durar o temporário”, acrescentou.