A companhia aérea norte-americana Delta Air Lines anunciou os seus resultados do 1.º trimestre de 2026 e disse que prevê lucro de mil milhões de dólares no 2.º trimestre.
A Delta Air Lines passou de lucros a prejuízos no 1.º trimestre. A companhia aérea norte-americana Delta Air Lines registou, no primeiro trimestre, um prejuízo líquido de 289 milhões de dólares (247,13 milhões de euros), prejudicado pela subida acentuada dos custos do combustível, apesar do crescimento das receitas.
A Delta Air Lines registou um prejuízo líquido de 289 milhões de dólares no trimestre terminado em 31 de março de 2026, contra um lucro líquido de 240 milhões de dólares no mesmo período de 2025. Trata-se de uma inversão de 529 milhões de dólares. A Delta Air Lines reportou que fechou o trimestre terminado em março de 2026, com receita recorde e desempenho superior às expectativas iniciais, graças à forte procura.
A companhia registou receita operacional ajustada de 14,2 mil milhões de dólares, um aumento de 9,4% face ao mesmo período de 2025. O resultado operacional ajustado foi de 652 milhões de dólares (margem de 4,6%). Em termos ajustados os resultados líquidos são positivos em 291 milhões de dólares (+45%) e o resultado por ação ajustado atingiu 0,64 dólares, mais de 40% acima do resultado do ano anterior, apesar do forte aumento dos custos com combustível.
A queda não veio das operações da companhia aérea (que, na verdade, melhoraram). Os resultados do trimestre de março foram ajustados principalmente pelas vendas de refinarias de terceiros e para os ganhos/perdas em investimentos. Estes são ajustes de fair value (MTM – mark-to-market) de investimentos em ações e participações em outras empresas (contabilizados ao justo valor). São perdas não realizadas, ou seja, refletem a queda no valor de mercado desses ativos no trimestre.
“Os resultados da Delta reforçam o poder da nossa marca e a solidez da nossa base financeira”, afirmou o CEO Ed Bastian. “Entregámos lucros ajustados mais de 40% superiores aos do ano passado, mesmo com o significativo aumento do preço do combustível e as disrupções operacionais no setor”, acrescentou.
A empresa destacou o crescimento em todas as áreas de receita de elevada margem. A receita premium aumentou 14%; a receita de fidelização subiu 13%; e as vendas corporativas registaram aumentos de dois dígitos em todos os setores.
A Delta reduziu ainda a capacidade em 3% no mercado doméstico e anunciou medidas adicionais de corte de capacidade para proteger as margens perante a subida do combustível.
A companhia aérea prevê um crescimento da receita na ordem dos 10%-13% com capacidade praticamente estável e espera um resultado antes de impostos de aproximadamente mil milhões de dólares, apesar de um aumento superior a 2 mil milhões de dólares na despesa com combustível. A orientação considera um preço médio do combustível de cerca de 4,30 dólares por galão.
No balanço, a Delta continuou a reforçar a sua posição financeira. A dívida líquida ajustada desceu para 13,5 mil milhões de dólares (abaixo dos níveis de 2019) e o fluxo de caixa operacional ajustado atingiu 2,4 mil milhões de dólares.
Bastian concluiu que “estamos bem posicionados para navegar neste ambiente, com uma marca líder, uma base financeira sólida e o benefício da nossa refinaria. Este cenário reforça a liderança da Delta e acelera o nosso poder de geração de lucros a longo prazo”.