A tecnológica Dell vai despedir cerca de 6.650 trabalhadores, o que corresponde a cerca de 5% da sua mão de obra, segundo informou um porta-voz da empresa. Em causa está a queda na procura por computadores, com o CEO, Jeff Clarke, a escrever num memorando a que a “Bloomberg” teve acesso, que as condições do mercado e o “futuro incerto” continuam a causar dificuldades.
A empresa deverá assim passar a contar com 126.300 colaboradores, o que significará o menor número desde 2017, sendo que se observam quedas consecutivas desde 2020. No final de janeiro daquele ano, a Shell contava com 165 mil, devido a um crescimento que coincidiu com o período de pandemia e que foi transversal à generalidade do sector.
Agora, a Dell enfrenta uma queda na procura por computadores, notória no quarto trimestre de 2022. De acordo com a IDC, que analisa a indústria, a queda homóloga foi a maior do sector e ascendeu aos 37%. Um impacto pesado no mercado dos computadores, que representam 55% das receitas da companhia.
A Dell é a mais recente empresa do sector tecnológico a anunciar a intenção de fazer despedimentos em massa, depois de a IBM, a Cisco e a HP avançarem com decisões semelhantes.
O sector tecnológico comunicou 97 mil despedimentos no último ano, o que significa um aumento de 649% face a 2021, de acordo com a consultora Challenger, Gray & Christmas Inc.