Os custos da construção em habitação nova registaram um crescimento homólogo de 1,9% em janeiro, e mais 0,2 pontos percentuais (p.p.) face ao mês anterior, de acordo com os dados do Índice de Custos de Construção de Habitação Nova (ICCHN), divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quinta-feira, 7 de março.
Olhando para os preços dos materiais, no mês em análise verificou-se uma descida de 0,9% (2,2% no mês anterior), enquanto o custo da mão de obra cresceu 5,7% (-1,3 p.p. em dezembro).
Por sua vez, o custo dos materiais contribuíram com -0,5 p.p. para a formação da taxa de variação homóloga do ICCHN (-1,3 p.p. em dezembro de 2023. Já a componente mão de obra contribuiu com 2,4 p.p. (3,0 p.p. no mês anterior).
Entre os materiais que mais influenciaram negativamente a variação agregada do preço estão os materiais de revestimentos, isolamentos e impermeabilização com uma descida de cerca de 15% e o aço para betão e perfilados pesados e ligeiros, a chapa de aço macio e galvanizada e os vidros e espelhos com reduções de cerca de 10%.
Em sentido oposto, destacaram-se o betão pronto e artigos sanitários com crescimentos homólogos de cerca de 10% e o cimento, as tintas, primários, subcapas e vernizes com cerca de 5%.
Em termos da variação mensal do ICCHN fixou-se nos 1,4% (2,2 p.p. em dezembro), com os custos dos materiais a aumentarem 0,9%, tendo o custo da mão de obra subido 2,2%.
As componentes da mão de obra e materiais contribuíram contribuíram com 0,5 p.p. e 0,9 p.p., respetivamente, para a formação da taxa de variação mensal do ICCHN (-0,4 p.p. em janeiro para ambas as componentes).