Os custos da construção em habitação nova registaram um crescimento homólogo de 2,1% em setembro, tendo verificado uma ligeira descida de 0,3 pontos percentuais (p.p.) face ao mês de agosto, de acordo com os dados do o Índice de Custos de Construção de Habitação Nova (ICCHN) divulgados pelo Instituto Nacional Estatística (INE) esta sexta-feira, 10 de novembro.
No período em análise, o preço dos materiais desceu 1,7% em comparação com setembro de 2022 (-0,7% do que em agosto). Em sentido inverso, o custo da mão-de-obra observou um crescimento homólogo de 7,5% (0,7% face a agosto).
O custo da mão de obra contribuiu com 3,1 p.p. (2,8 p.p. no mês anterior) para a formação da taxa de variação homóloga do ICCHN, tendo os materiais registado uma perda -1,0 p.p. (-0,4 p.p. em agosto).
Os materiais que mais impactaram pela negativa esta variação homóloga dos preços destacam-se o aço para betão e perfilados pesados e ligeiros que registou uma descida de cerca de 25% e a chapa de aço macio e galvanizada e os materiais de revestimentos, isolamentos e impermeabilização, todos com quebras de cerca de 20%.
Em sentido inverso, sobressaíram o cimento, o betão pronto, as tintas, primários, subcapas e vernizes, os mármores e produtos de mármore e os equipamentos de cozinha com subidas homólogas de cerca de 10%.
No que diz respeito à comparação mensal a taxa foi de 0,4% em setembro, mais 0,5 p.p. face a agosto, com o custo dos materiais a subir 0,1% e o da mão de obra 0,8%. Neste período, os materiais e mão-de-obra foram responsáveis por 0,0 p.p. e 0,4 p.p., respetivamente, para a formação da taxa de variação mensal do ICCHN (0,1 p.p. e -0,2 p.p. em agosto, pela mesma ordem).