Crise no Médio Oriente: Quebras no turismo podem chegar aos 3% na Europa e 5% na Ásia

Por outro lado, caso o cenário no Médio Oriente mude de figura, o turismo poderá registar um aumento de 8% na Europa e de 12% no mercado asiático. Estimativas estão no mais recente relatório da Crédito y Caución.

Crise no Médio Oriente: Quebras no turismo podem chegar aos 3% na Europa e 5% na Ásia
Turismo

O prolongamento do conflito no Médio Oriente está a provocar efeitos em a todas as áreas de atividade económica a nível mundial, com o turismo a ser uma das mais afetadas devido aos aumentos dos custos dos combustíveis e das tarifas aérea. Nesse sentido, as quebras no setor do turismo podem chegar aos 3% na Europa e 5% na Ásia, segundo as estimativas do mais recente relatório da Crédito y Caución divulgado esta sexta-feira.

Por outro lado, caso o cenário no Médio Oriente mude de figura, o turismo poderá registar um aumento de 8% na Europa e de 12% na Ásia, mercados que recebem 52% e 22%, respetivamente das chegadas internacionais.

“A resiliência das companhias aéreas dependerá em grande parte da sua solidez financeira, das estratégias de cobertura de combustíveis e do poder de fixação de preços”, aponta a seguradora de crédito.

O combustível de aviação é um dos componentes mais caros para as companhias aéreas e normalmente representa entre 25% e 30% dos seus custos operacionais, com a Crédito y Caución a salientar que o transporte aéreo representa aproximadamente dois terços dos movimentos turísticos internacionais em todo o mundo. 

“A situação atual não aponta para uma paragem abrupta do turismo mundial, mas destaca uma vulnerabilidade estrutural. Se as restrições persistirem, o setor poderá enfrentar um período mais longo de menor conectividade, preços mais elevados e alterações nos padrões de viagem”, indica a seguradora.

O setor do turismo fechou 2025 com perto de 1.500 milhões de chegadas internacionais, um valor recorde que permitiu ultrapassar os níveis pré-pandemia pela primeira vez, e um gasto estimado de 1,9 mil milhões de dólares por parte de visitantes em todo o mundo.

Relacionado

“Não nos deslumbramos com os números. Este é um ano desafiante”, diz presidente da Entidade Regional do Turismo do Alentejo

“Não nos deslumbramos com os números. Este é um ano desafiante”, diz presidente da Entidade Regional do Turismo do Alentejo

Região observou o maior aumento dos proveitos totais (19,8%) e de aposentos (19,7%) em julho em Portugal Continental e regiões autónomas, mas com uma quebra de turistas norte-americanos que começou no ano passado e que José Santos alerta que está consolidar-se de forma negativa em 2026. "Estamos a procurar identificar e perceber essas causas", refere.