Combustíveis. Revendedores criticam “complex” do sector que “inferniza a vida dos operadores”

A Anarec diz que tem "lutado regularmente junto das entidades oficiais" para que os certificados de sustentabilidade de biocombustíveis espanhóis sejam válidos em Portugal, pois têm origem nos mesmos certificadores.

Combustíveis. Revendedores criticam “complex” do sector que “inferniza a vida dos operadores”
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A Anarec (Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis, Estações de Serviço, Estacionamentos e Lavagens Automóveis) veio hoje a público pedir a “desburocratização” do sector.

Em reação ao artigo do “Diário de Notícias” que o Estado português estará a ser prejudicado em 50 milhões de euros por ano relacionado com fraudes fiscais praticadas por empresas importadoras de combustíveis a partir de Espanha, e que a Autoridade Tributária está a investigar, a Anarec queixa-se de “regras pouco claras”.

“Defendemos o livre comércio entre dois países vizinhos como em todos os outros sectores da economia. Existe um bloqueio nacional à elegibilidade do mesmo produto no momento de uma compra em Espanha. De acordo com as diretivas europeias o mercado espanhol de combustíveis oferece uma incorporação de biocombustíveis semelhante ao nosso. Infelizmente, por dificuldades burocráticas contra as quais a Anarec tem lutado regularmente junto das entidades oficiais, os certificados de sustentabilidade de biocombustíveis espanhóis não são válidos em Portugal e
vice-versa, apesar de terem origem nos mesmos certificadores, ISCC, e regras europeias”, segundo o comunicado hoje divulgado.

“O preço do “sangue” da atual economia, os combustíveis, traduz perdas diárias a todos os consumidores e a todas as empresas portuguesas quando comparamos com os nossos vizinhos”, acrescenta.

Desta forma, a Anarec “exige a desburocratizacão do sector. Até 2017 os operadores portugueses tinham apenas uma entidade pública a contactar, a ENMC. Depois da reforma do Secretário de Estado da Energia, Dr. Seguro Sanches, temos hoje 4, ENSE, ERSE, DGEG e LNEG, um Complex que inferniza a vida dos operadores cumpridores, com regras pouco claras e por vezes conflituantes entre as entidades, ou um passar de responsabilidade entre elas, que destrói valor e impede a livre comercialização de combustíveis, pelos pequenos sem grandes equipas de advogados, em prejuízo dos consumidores”, criticam os revendedores.

Por último, a associação diz estar ” disposta a colaborar com as entidades competentes na identificação de situações de evasão fiscal e fraude distal que prejudiquem os revendedores cumpridores”.

Segundo o DN, o esquema passa por aproveitar o diferentes dos impostos em Portugal e Espanha, com as importadoras a comprarem combustível no outro lado da fronteira como sendo para vender em Espanha, mas depois é vendido cá, sem pagar o IVA.

Além da AT, também a Entidade Nacional para o Sector Energético (ENSE) disse ao “DN” que está no terreno a atuar.

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