Comandante da PSP Madeira pede reflexão da sociedade sobre abuso do álcool

O comandante da PSP disse que mais nenhuma atividade (lícita ou ilícita) "tem tantos custos em vítimas mortais, feridos graves e feridos ligeiros e causa tanto sofrimento a tantas famílias madeirenses".

Comandante da PSP Madeira pede reflexão da sociedade sobre abuso do álcool
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O Comandante Regional da PSP Madeira, Luís Simões, alertou para as consequências que o abuso do álcool tem tido na Região Autónoma da Madeira, e pediu uma reflexão da população sobre este assunto, durante as comemorações do 145º aniversário do Comando Regional da Madeira da PSP.

“Relembro que em 2022 morreram nas estradas da Região, 15 cidadãos, e este ano, até ao momento, já contabilizamos 10 mortes (mais uma que em período homologo do ano anterior). Mais nenhuma atividade (lícita ou ilícita) tem tantos custos em vítimas mortais, feridos graves e feridos ligeiros e causa tanto sofrimento a tantas famílias madeirenses”, disse Luís Simões.

O comandante da PSP acrescentou que em 2022 “foram 1.048 crimes de condução sob influência do álcool (com 825 detidos em flagrante delito). Este ano já foram efetuadas mais de 550 detenções em flagrante delito e estão registados mais de 650 crimes desta tipologia”.

Luís Simões sublinhou que na Região Autónoma da Madeira, “em cada 100 condutores fiscalizados, 10 (dados de 2022) ou 11 (dados do primeiro semestre de 2023), estão a conduzir com Taxa de Álcool no Sangue (TAS) superior ao limite legal permitido. Estas taxas (10% ou 11%) são muito superiores à taxa registada a nível nacional na área da PSP que é de apenas 6%”.

O comandante da PSP na Região alertou que o abuso do álcool é “uma das principais causas da violência doméstica, de desordens, de ofensas à integridade física, de agressões, de muitos dos danos, da própria resistência, coação ou mesmo agressões a agentes de autoridade, e, com muita frequência, está na origem de graves acidentes rodoviários que provocam mortos e feridos graves nas estradas da Região”.

Luís Simões reforçou que só este ano são vários os exemplos “de peões e condutores que morreram devido ao seu estado de embriaguez e de cumpridores cidadãos que foram mortos ou ficaram gravemente feridos devido à irresponsabilidade de condutores embriagados”.

O comandante da PSP sublinhou que não é por falta de fiscalização e de ação policial que “este flagelo social, que tanto sofrimento causa na sociedade madeirense, não melhora”, acrescentando que a polícia “alerta, aconselha, previne, fiscaliza, autua, detém, mas não se pode substituir às famílias, às escolas, às igrejas, às associações culturais e recreativas, aos clubes desportivos, aos decisores políticos, e a outras instituições relevantes para a educação e a socialização dos jovens ou para o tratamento e ressocialização daqueles que, por motivos vários, estão em situações de dependências, de exclusão social, de criminalidade ou de doença psiquiátrica”.

Luís Simões acrescentou que o compete e o que a PSP pode fazer, relativamente a este assunto, tem feito, “de forma diligente, profissional, humana e respeitadora da lei, em especial dos direitos, liberdades e garantias de todos os cidadãos”.

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