Chanceler alemão recomenda prudência na eventual proibição de partido extremista

O chanceler cessante alemão, Olaf Scholz, pediu hoje que “não se apresse” a eventual proibição do partido Alternativa para a Alemanha (AfD), depois de os serviços secretos alemães o terem classificado como uma organização extremista. “Penso que é algo que não deve ser precipitado”, disse Scholz no dia anual da Igreja Evangélica na Alemanha, na cidade de Hannover, na Baixa Saxónia.

Chanceler alemão recomenda prudência na eventual proibição de partido extremista
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O chanceler cessante alemão, Olaf Scholz, pediu hoje que “não se apresse” a eventual proibição do partido Alternativa para a Alemanha (AfD), depois de os serviços secretos alemães o terem classificado como uma organização extremista.

“Penso que é algo que não deve ser precipitado”, disse Scholz no dia anual da Igreja Evangélica na Alemanha, na cidade de Hannover, na Baixa Saxónia.

Scholz disse que o Tribunal Constitucional já rejeitou todos os pedidos de proibição do partido de extrema-direita até à data, razão pela qual afirmou ser contra “tomar decisões precipitadas”.

Por isso, “não vou dizer como devemos proceder”, referiu, citado pela agência de notícias espanhola Europa Press.

Scholz referiu-se à cautela e à precaução dos serviços secretos em analisar e finalmente declarar a AfD como uma organização extremista e contrária aos valores democráticos do país europeu.

Sobre a ascensão do partido nas eleições de fevereiro, Scholz manifestou-se preocupado por a AfD ter ficado em segundo, com 20,8% dos votos, à frente do SPD, a que pertence, que caiu de primeiro para terceiro, com 16,4%.

“Preocupa-me como cidadão, como membro do parlamento alemão e como chanceler”, afirmou.

O Gabinete Federal para a Proteção da Constituição (BfV), a agência de informação do Ministério do Interior alemão, advertiu hoje num comunicado que o objetivo da AfD é “excluir certos grupos da população de uma participação social igualitária”.

A classificação como organização extremista deverá permitir pelo menos que a AfD seja colocada sob forte vigilância.

Os líderes do partido Alice Weidel e Tino Chrupalla reagiram de imediato à decisão, que descreveram como um “golpe na democracia alemã” e consideraram ser “politicamente motivada”.

O partido “continuará a defender-se legalmente contra estas difamações, que são perigosas para a democracia”, afirmaram num comunicado citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

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