CGD responde à CGTP: “A remuneração média no 1ºsemestre foi de 2.617 euros”

"Recordamos que a massa salarial dos colaboradores da Caixa em Portugal aumentou, em 2023, cerca de 6,1%, considerando a revisão da tabela salarial, das cláusulas de expressão pecuniária, as promoções efetuadas, o prémio de desempenho pago em abril de 2023, bem como os incentivos comerciais, quando comparados com 2022", refere a Caixa.

CGD responde à CGTP: “A remuneração média no 1ºsemestre foi de 2.617 euros”
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Face às posições hoje assumidas pela CGTP, a Caixa veio em comunicado responder às acusações e lembrar que “é a maior instituição financeira em Portugal, atuando no setor bancário em concorrência com os demais bancos privados”.

“A nossa atuação no mercado sempre foi, e continuará a ser, em prol de uma economia mais competitiva, de empresas e famílias mais preparadas para enfrentar os momentos de maior adversidade. É por isso que, desde a primeira hora, a Caixa tem vindo a encontrar soluções, para famílias e empresas, que lhes permitam suportar o atual contexto de taxas de juro”, reforça o banco que destaca os mais de três milhões de clientes, o que “só é possível ser realizado através do esforço de milhares de colaboradores da Caixa, que anualmente é reconhecido”.

https://jornaleconomico.pt/noticias/caixa-e-o-unico-banco-portugues-no-ranking-sustainable-banking-revenues-2023/

“Recordamos que a massa salarial dos colaboradores da Caixa em Portugal aumentou, em 2023, cerca de 6,1%, considerando a revisão da tabela salarial, das cláusulas de expressão pecuniária, as promoções efetuadas, o prémio de desempenho pago em abril de 2023, bem como os incentivos comerciais, quando comparados com 2022” e que “a remuneração média no primeiro semestre de 2023 foi de 2.617 euros e o valor mínimo da remuneração mensal total, pago pela Caixa, em 30 de junho de 2023, a colaboradores com vínculo, foi de 1.457,50 euros (+7,2% face a 2022)”.

A CGD reconhece que “como todas as instituições financeiras”, tem beneficiado do aumento da sua margem financeira, reflexo da inversão da política monetária na Zona Euro após anos de juros negativos. “Apesar do crescimento dos seus resultados, só no final do primeiro semestre deste ano é que a Caixa conseguiu anular os prejuízos acumulados entre 2011 e 2016”, realça o banco do Estado.

“Na atividade doméstica os custos de estrutura aumentaram para 419,6 milhões de euros (+17,1%), contribuindo para isso a rubrica de custos com o pessoal no valor de 267,9 milhões de euros, derivado essencialmente do ajustamento extraordinário de provisões associadas a benefícios pós-emprego em 2022, e dos custos com o programa de pré-reformas”. sublinha a CGD.

“A Caixa tem definida uma política de remuneração ao acionista único, o Estado, que prevê a entrega de até 40% dos resultados líquidos obtidos, sujeito a uma série de condições prévias. Tendo em conta essa política, à luz dos resultados apresentados nos primeiros seis meses deste ano, o valor passível de ser distribuído sob a forma de dividendos era de 243 milhões de euros”, reforçou.

Recorde-se que, no mês passado, a Caixa procedeu ao pagamento em numerário, no montante de 351 milhões de euros referente ao exercício de 2022, e à transferência para o Estado Português da propriedade do seu Edifício Sede, situada na Av. João XX, em Lisboa, sob a forma de uma distribuição adicional em espécie, no valor de 361 milhões euros.

“Com esta entrega de quase 713 milhões de euros ficaram saldados 1.675 milhões dos 2.500 milhões de euros investido pelo Estado Português aquando da recapitalização da Caixa em 2017, ou seja, dois terços do total”, volta a dizer o banco que realça que o objetivo da Caixa é devolver a totalidade deste valor até 2025 com base nos dividendos dos exercícios de 2023 e 2024, caso não se verifiquem alterações significativas de mercado.

Os trabalhadores e reformados do Grupo CGD estiveram concentrados, esta quinta-feira, a partir do meio-dia, junto à sede do banco do Estado, em Lisboa, num protesto foi organizado pelo Sindicato de Trabalhadores das Empresas do grupo Caixa Geral de Depósitos (STEC), no âmbito da Campanha “Pela Dignidade no Trabalho” e em que Isabel Camarinha, secretária-geral da CGTP-IN, esteve presente.

O STEC acusa a CGD de  “um promotor de trabalho precário. É por isso que hoje nos serviços centrais é gritante a falta de trabalhadores, sendo cada vez mais notória e forte a presença do outsourcing”.

 

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