CDS-PP acusa Governo de irresponsabilidade e incompetência na área da Saúde

"Os problemas na Saúde agravam-se a cada dia que passa, sendo dramático o quadro traçado no recente relatório do Conselho das Finanças Públicas", apontaram os democratas cristãos.

CDS-PP acusa Governo de irresponsabilidade e incompetência na área da Saúde
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O CDS-PP acusou, esta quinta-feira, o executivo de António Costa de irresponsabilidade e incompetência na área da Saúde.

“Os problemas na Saúde agravam-se a cada dia que passa, sendo dramático o quadro traçado no recente relatório do Conselho das Finanças Públicas”, referiram os democratas cristãos.

A 28 de junho, foi divulgado o relatório do Conselho das Finanças Públicas onde foi referido que entre 2014 e 2022 “o saldo orçamental do SNS foi sempre negativo, registando um valor acumulado de -5231 milhões de euros”.

O CDS-PP fala de “responsabilidade” que se encontra na “inércia, incapacidade e incompetência do governo, repartida entre o primeiro-ministro e sucessivos ministros, secretários de Estado de sua escolha, que não promovem condições efetivas para que seja atrativo trabalhar no SNS, não tendo a Direção Executiva do SNS (DE) sido para já capaz de alterar este quadro”.

O partido liderado por Nuno Melo considerou também que “a solução governativa para o problema da falta de médicos e das urgências  assenta em pilares frágeis, altamente contestáveis”.

Entre as soluções “frágeis” e “altamente contestáveis” do Governo, o CDS-PP mencionou a “pretensa solução-miraculosa de contratação de 300 médicos cubanos” e “a tal solução ‘eureka’ (que se revelou um fiasco), de forçar os utentes a ligar SNS 24 antes de se dirigirem a um SU, para reduzir o número de casos triados como verdes”.

Como tal, o CDS-PP “reclama um conjunto de medidas necessárias à resolução dos problemas da Saúde em Portugal”.

Medidas tais como a garantia da “flexibilidade organizativa, sem dogmas ideológicos”, a reorganização da governação “do Serviço Nacional de Saúde, eliminando estruturas intermédias”.

O CDS-PP pede ainda que se avance com “a criação de mais Centros de Responsabilidade Integrada (CRI)”, mas também a promoção “a participação ativa dos profissionais de saúde na gestão dos serviços de saúde”. A revisão das carreiras dos profissionais de saúde é também uma solução apresentada pelos democratas cristãos.

 

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