Nuno Melo garantiu, na noite desta segunda-feira, que o CDS está preparado para as eleições agendadas para final de março, abrindo a conferência de dois dias que promete reunir dezenas de nomes sonantes do partido.
Porém, segundo o centrista, uma “coligação pré-eleitoral” entre o PSD e o CDS seria vantajoso. “Em razão de aritmética básica e também por lucidez estratégica”, explicou o advogado português, citado pelo “Observador”.
“O partido está preparado para ir a votos há 49 anos. A mim nunca me verão nem na pedinchice, nem a dizer que o CDS trabalha em estado de necessidade. Aquilo que nós possamos fazer com outros, nunca será nem por favor, nem porque vivemos angustiados com isso”, afirmou, assegurando que o “CDS não tem nenhum drama em a ir a votos sozinho”.
O objetivo do partido passa, em primeiro plano, por “voltar à Assembleia da República com tantos mandatos quanto aqueles que o povo português nos queira dar”.
Nuno Melo, Paulo Portas, Assunção Cristas, Manuel Monteiro, António Lobo Xavier, Cecilia Meireles, Adolfo Mesquita Nunes, Paulo Núncio, Telmo Correia, Luís Pedro Mota Soares, Nuno Fernandes Thomaz, José Diogo Santiago (ex secretário de Estado da Agricultura), Leonardo Mathias (ex secretário de Estado da Economia), Nuno Magalhães, José Theotónio (CEO Grupo Pestana), entre outros, constam da lista de presentes.
Em nota de imprensa, o partido refere que “são mais de 50 quadros, profissionais, empresários e históricos que no dia 27, e na quarta-feira, dia 29, marcam presença na sede do CDS-PP, em Lisboa, no Largo do Caldas, para discussão de temas e definição de estratégias”.