Caso Spinumviva: MP e PJ querem abertura de inquérito a Montenegro

Ministério Público e Polícia Judiciária querem abertura de inquérito a Luís Montenegro no âmbito do caso Spinumviva, avança a CNN e a Sábado. Procuradoria-Geral da República garante que ainda não há decisão "sobre um eventual processo-crime relacionado com a empresa da família do primeiro-ministro".

Caso Spinumviva: MP e PJ querem abertura de inquérito a Montenegro
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Os investigadores do Ministério Público (MP) e da Polícia Judiciária (PJ) que lideram a recolha de informações no âmbito da averiguação preventiva ao caso Spinumviva, a empresa familiar do primeiro-ministro, Luís Montenegro, querem que seja aberto um inquérito-crime que lhes permita abrir as portas do sigilo fiscal e bancário.

A investigação, avança a CNN e a revista Sábado, encontra-se agora num impasse, pois, segundo várias fontes judiciais, só com a abertura de um inquérito será possível analisar as contas bancárias da empresa e dos seus sócios (o próprio Luís Montenegro, a mulher e os dois filhos), assim como as faturas emitidas, cruzando-as com os montantes entrados, para que seja possível ter um “quadro global” da Spinumviva e dos serviços prestados pela empresa, assim como os respetivos honorários cobrados.

No entanto, a Procuradoria-Geral da República desmentiu a notícia, avançada pela CNN pela Sábado, de que deve ser aberto um inquérito ao primeiro-ministro Luís Montenegro no caso Spinumviva. Em comunicado, a PGR garante que a averiguação preventiva relacionada com a Spinumviva “encontra-se em curso” e que o Ministério Público “aguarda documentação” que ainda carecerá de análise.

Luís Montenegro disse ontem que os desenvolvimentos do caso Spinumviva são “uma pouca vergonha”. “Estou completamente tranquilo, embora absolutamente estupefacto e mesmo revoltado com o teor das notícias, que a virem de alguém ligado ao processo configuram uma situação que é uma pouca vergonha, de uma deslealdade processual, democrática, que é intolerável e que eu não aceito de maneira nenhuma”, disse Luís Montenegro, numa declaração à comunicação social, sem responder a perguntas, à entrada para uma iniciativa de campanha autárquica em Albufeira (distrito de Faro).

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