A vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal, Cristina Pedra, afirmou o combate que a autarquia quer continuar a travar pela erradicação da pobreza e defendeu a necessidade de um novo contrato social.
Durante o Fórum Regional de Combate à Pobreza e Exclusão Social a autarca considerou que o combate à pobreza e à exclusão social deve ser uma luta de todos, ou seja, “suprapartidária”.
Cristina Pedra salientou as medidas que a Câmara do Funchal tem tomado, ao nível da proteção social, onde destacou “o reforço dos apoios sociais em cerca de 50% e de mais 70% para a Educação, o pagamento de três bolsas de estudo e do apoio ao associativismo que atingiu, este ano, um valor superior a 700 mil euros”.
Para Cristina Pedra o combate à pobreza “não deve ser com uma atitude assistencialista, mas sim numa perspetiva de vertente educacional e integradora da família, em que trabalhamos em rede com várias entidades. Este é o nosso sistema”, que reforçou a importância da educação ser utilizada como “elevador social”.
A autarca sublinhou que Portugal e a Madeira “estão bem longe” dos indicadores internacionais que apontam que a extrema pobreza é aquela em que o ser humano tem apenas 1,25 dólares de rendimento por dia (um euro).
Cristina Pedra salientou que a Região Autónoma da Madeira tem adaptado o salário mínimo nacional, à Região, através de aumentos na ordem dos 2%.
A vice-presidente da autarquia reconheceu que “nem tudo está bem” contudo salientou que a Câmara do Funchal assume como prioritário a implementação de medidas em áreas como a proteção social das famílias e no investimento dos jovens.
Cristina Pedra sublinhou a importância de existir um novo contrato social, contudo alertou que “não se pode deixar de ver as raízes da nossa história, da nossa organização cultural, social, económica e demográfica”, em que os censos recentes são de uma “violência atroz”.
A autarca referiu que toda a população do município do Funchal teve uma redução, e “só aqueles com mais de 65 anos é que aumentaram 5%”.
Cristina Pedra acrescentou que isto mostra que “é necessária” uma resposta de investimento dos jovens, e que no Centro Cultural e de Investigação do Funchal isso é feito na área das tecnologias e da robótica. “Que tenhamos o arrojo de ver que erradicar a pobreza é dar condições para poder progredir, essas condições é educar, dar a cana e não o peixe, mas ensinar a pescar”, disse a autarca.