BPI melhora lucros em 21,2% para 182,9 milhões de euros em Setembro.
O ROE sobe em termos consolidados para 10,5% (4,1% na actividade doméstica).
O produto bancário cresceu 1,5% com a margem financeira a subir num ano 12,6%.
O capital core (CET1) consolidado é de 11,4%, em phasing-in. Em fully loaded e de 11%.
Caixa BI previa um aumento anual do lucro acumulado até Setembro de 8,7% para 164,1 milhões, e uma queda de 21,9% no lucro trimestral, contra o trimestre homólogo do ano anterior, nos 58,5 milhões.
Custo com reformas antecipadas foram de 50,5 milhões de euros.
Vão sair 242 pessoas até ao fim do ano. O que significa que a redução de pessoal somará este ano 384 pessoas.
Em termos de balanço, o crédito em risco está estavel nos 4,6%. Com maior peso na banca de empresas.
As imparidades somam 26 milhões de euros em Setembro.
Em Angola, o BFA subiu os lucros em 11,9% para 125,4 milhões de euros. O contributo para o BPI subiu 15,5%.
Reações:
Eduardo Silva, gestor da corretora XTB, comentou que “os lucros de 182,9 milhões de euros entre Janeiro e Setembro deste ano superam as estimativas dos analistas. O BPI pode assim assentar sobre os sólidos resultados no último trimestre. O ambiente de taxas baixas (QE na Europa) afeta as margens, no entanto devido ao menor custo de financiamento (juros) verificou-se um aumento da margem financeira.”
O gestor considera que, “a surpresa foi a queda nas provisões para imparidades, que espelha uma melhoria na qualidade dos activos em carteira. Porém, a expectativa é de que se possa assistir a um deteriorar no crédito mal parado, pelo menos durante mais dois trimestres.”
(Em actualização)