A Bosch está a entrar na “era do hidrogénio da mobilidade” com a produção, em massa, de um novo módulo de energia. As peças fabricadas numa das unidades alemãs desta multinacional irão fazer parte do camião elétrico, a célula de combustível que será lançado pela norte-americana Nikola Motors.
“Na sua unidade de em Estugarda-Feuerbach, o fornecedor de tecnologia e serviços já iniciou a produção em massa do seu módulo de energia de célula de combustível. O cliente piloto é a empresa norte-americana Nikola Motors e seu camião elétrico a célula de combustível, que deve estrear-se no mercado norte-americano no terceiro trimestre de 2023”, anunciou a Bosch esta sexta-feira, numa nota enviada às redações.
Para o presidente do conselho de administração, o futuro do hidrogénio “está prestes a acontecer” naquela que é a fábrica mais antiga da Bosch. “A Bosch conhece bem o hidrogénio e está a crescer com o hidrogénio”, realça o responsável.
Importa explicar que esta multinacional já atua em toda a cadeia de valor do hidrogénio, desenvolvendo tecnologia para a sua produção e aplicação. “Até 2030, a Bosch planeia gerar vendas de cerca de cinco mil milhões de euros com a tecnologia de hidrogénio”, é avançado em comunicado.
O hidrogénio é visto como uma das energias de futuro, numa altura em que a Europa (e o mundo) estão a tentar fazer uma transição energética. “Somente com o hidrogénio pode haver um mundo com clima neutro”, defende a Bosch, que está a intensificar os seus investimentos nesta área.
Atualmente, existem mais de 3.000 pessoas na Bosch a trabalhar em tecnologias de hidrogénio, mais da metade na Europa.