O BNP Paribas alcançou lucros de 4,44 mil milhões de euros no primeiro trimestre, mais do que duplicando o registo do período homólogo (1,84 mil milhões de euros), com o banco francês a beneficiar com as mais-valias relacionadas com a venda do Bank of the West (2,95 mil milhões de euros). A venda do Bank of the West ao BMO Financial Group foi concluída no final de fevereiro.
As receitas atingiram 12 mil milhões de euros, superando as expectativas dos analistas, enquanto a venda do banco norte-americano também contribuiu para melhorar os rácios de capital e liquidez do BNP Paribas.
O rácio de solvabilidade CET1, percentagem dos ativos ponderados pelo risco (RWA), aumentou para 13,6 %, face aos 12,3 % do final de dezembro.
Excluindo os ganhos com a venda do Bank of the West e outras rubricas excecionais, o grupo obteve um resultado líquido de 2,845 mil milhões de euros, mais 54% que os 1,84 mil milhões de euros contabilizados no primeiro trimestre do ano passado.
O rácio de liquidez do grupo também aumentou 10 pontos percentuais em relação ao mesmo período, para 139%, enquanto o custo do risco de crédito ficou nos 0,28%, abaixo do esperado, com imparidades no período de 642 milhões de euros.
A principal atividade do grupo, a banca comercial e private banking, registou um aumento de 5,9% nas receitas e um resultado operacional líquido (EBIT) de 2,081 mil milhões de euros, mais 8,6% que no primeiro trimestre de 2022.
O CEO do grupo, Jean Laurent Bonnafé, afirmou que estes resultados demonstram a “solidez” do banco, não tendo feito menção aos problemas que alguns bancos nos Estados Unidos e na Europa registaram durante o primeiro trimestre deste ano, citado pela Lusa.