No dia 27 de Novembro de 2019, a BlackRock comunicou à EDP que detém uma participação qualificada de 5% do capital social e dos direitos de voto da EDP.
“O patamar de 5% foi ultrapassado pela BlackRock no dia 26 de Novembro de 2019”, lê-se no comunicado enviado à CMVM que adianta que antes do reforço o fundo norte-americano tinha 4,997%.
Com 5% a BlackRock torna-se num acionista relevante só ultrapassado pela Oppidium Capital que tem 7,19% e pela China Three Gorges que tem 23,27%.
A Blackrock tornou-se um acionista de referência da EDP em 2011, tendo então passado a fasquia dos 2% de participação no capital, limiar a partir do qual os investidores das empresas cotadas em bolsa detêm posições qualificadas, que têm de ser comunicadas ao mercado.
Os espanhóis da Oppidum Capital são o segundo maior acionista, numa estrutura acionista que conta ainda com fundos de investimento (para além do BlackRock , o Norges Bank) e com o fundo de pensões do BCP.
Os chineses reduziram a posição na EDP depois de fracassada a oferta pública de aquisição (OPA) que a China Three Gorges tinha lançado sobre a EDP, em abril passado. Apesar de a China Three Gorges manter intacta a sua participação de 23,27% do capital e direitos de voto, a também empresa chinesa CNIC, que chegou a ter 5% do capital da elétrica, vendeu a sua posição.
A OPA da CTG à EDP caiu quando foi chumbado o fim do limite aos direitos de voto da empresa, que impede qualquer acionista de votar acima dos 25%. Os fundos norte-americanos tiveram um papel nesse chumbo.
A empresa chinesa afirmou depois que iria manter-se como acionista de longo prazo e parceiro estratégico da EDP após a queda da OPA.