BE diz que propostas da CIP são “engodo para quem trabalha”

Face ao pagamento de um 15º mês, com “neutralidade fiscal” proposta pela CIP, José Soeiro do BE frisou que "a CIP opera um roubo aos trabalhadores por via das isenções patronais e compromete as pensões futuras. A isto chamam eles neutralidade fiscal".

BE diz que propostas da CIP são “engodo para quem trabalha”
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O deputado do Bloco de Esquerda, José Soeiro, comentou que o pagamento de um 15º mês, com “neutralidade fiscal”, proposto pela Confederação Empresarial de Portugal (CIP) significava “um verdadeiro engodo para quem trabalha e um grande negócio para os patrões”.

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“A CIP opera um roubo aos trabalhadores por via das isenções patronais e compromete as pensões futuras. A isto chamam eles “neutralidade fiscal”. O 15º mês da CIP é um verdadeiro engodo para quem trabalha e um grande negócio para os patrões”, disse José Soeiro ao “Esquerda.net”.

Para o BE “o suposto ’15º mês’ corresponde a um acréscimo facultativo (as empresas poderiam ou não pagar) de rendimento pouco acima de 6% ao mês (que os patrões sentem que já terão de fazer de qualquer maneira para reter e captar mão-de-obra) e sem pagar Taxa Social Única”.

Ainda sobre o  o 15º mês, José Soeiro sublinhou que “exclui qualquer pagamento de impostos e qualquer contribuição para a segurança social”.

A par com o 15º mês, a CIP propõe também a isenção temporária da TSU, como contrapartida de aumentos de 14,75% no rendimento dos trabalhadores. Sobre a isenção temporária da TSU, José Soeiro referiu que “por um lado, não pagar contribuições para a segurança social sobre os aumentos salariais dos próximos anos, poupando muito dinheiro aos patrões, por via desse benefício inaceitável”.

“Por outro lado, querem abrir a porta do sistema de pensões aos fundos privados, obrigando a destinar o grosso desse aumento para um plano individual de reforma obrigatório, fora do sistema previdencial”, vincou José Soeiro.

Sobre a aceitação do Governo das medidas da CIP, o bloquista frisou que “os patrões estão a tentar responder à pressão com um discurso sobre “aumento de rendimentos” que é um truque para obterem do Governo enormes vantagens”.

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