O Banco BPI informa o mercado ter sido notificado pelo Banco Central Europeu (BCE) da decisão sobre os requisitos
mínimos de capital prudencial e rácio de alavancagem para 2023, na sequência dos resultados do Supervisory Review and Evaluation Process (SREP)
O BCE reduziu, na sequência do processo de análise e avaliação, reduziu o requisito total de Pilar 2 de 2% aplicável em 2022 para 1,9% em 2023.
Isto significa uma melhoria na perceção de risco do banco por parte do regulador. Já que na componente do rácio de capital que é em função da qualidade da sua carteira de crédito a exigência diminuiu.
Os requisitos de fundos próprios do Pilar 2 ou “requisitos do Pilar 2” (Pillar 2 requirements – P2R) são específicos a cada instituição de crédito e complementam os requisitos mínimos de fundos próprios (conhecidos como “requisitos do Pilar 1”), cobrindo os riscos subestimados ou não abrangidos por estes.
Assim, a partir de 1 de janeiro de 2023, o Banco BPI deve cumprir os requisitos mínimos de 8,57% para o rácio de capital Common Equity Tier 1 (CET1), que inclui o mínimo regulatório de Pilar 1 (4,5%) – igual para todos os bancos –, o requisito de Pilar 2 (1,07%), o buffer de conservação de capital (2,5%), o buffer de “outras instituições de importância sistémica (0,5%) e o buffer Contracíclico (0,00%).
O rácio de CET1 mínimo em 2023, de 8,57% compara com 8,63% este ano.
Já os requisitos mínimos para o rácio de capital Tier 1 são 10,43%. Em 2022, os requisitos mínimos eram de 10,50%. “Finalmente, a partir de 1 de janeiro de 2023, o Banco BPI deverá cumprir um requisito mínimo de 3% para o rácio de alavancagem, que inclui 3% de mínimo regulatório de Pilar 1 e um requisito de Pilar 2 de 0%”, remata o banco.
A cada ano, o Banco Central Europeu determina quais os níveis mínimos de capital em função dos riscos de cada instituição financeira.