Banco Central do Brasil reduz taxa básica de juro para 14%

Foi o quarto corte consecutivo da taxa básica de juro feito pelo Comité de Política Monetária (Copom) da instituição monetária do país.

Banco Central do Brasil reduz taxa básica de juro para 14%
Banco Central do Brasil

O Banco Central brasileiro anunciou uma redução de 0,25 pontos percentuais da taxa básica de juro da economia (Selic), para 14%. Este foi o quarto corte consecutivo desta taxa feito pelo Comité de Política Monetária (Copom) da instituição monetária do país.

Em comunicado divulgado na quarta-feira, 5 de agosto, o Copom afirma que entende que a decisão “é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”.

“Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade económica e fomento do pleno emprego”, informa a nota.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central brasileiro para controlar a inflação, sendo que qualquer corte ou aumento dos juros leva de três a 12 meses para terem impacto na economia interna do país.

Esta taxa influencia os objetivos de intervenção do banco central no mercado, tendo em conta a meta definida, e também condiciona os empréstimos de curto prazo entre instituições financeiras.

O Copom reúne-se a cada 45 dias e define se mantém, reduz ou eleva a Selic.

Com o novo corte, a Selic passa ao patamar mais baixo desde março do ano passado. Ainda assim, a taxa de juro real do Brasil continua entre as mais altas do mundo.

Para a próxima reunião do Copom, em setembro, o Banco Central não adiantou os seus planos e informou que vai acompanhar a evolução dos dados, mas afirmou que vigia com “atenção” a desancoragem adicional das expetativas de inflação.

“Em decorrência da dinâmica dos riscos associados à evolução dos preços, o Comité reafirma que a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta”, informa a nota.

O comunicado cita ainda o “significativo aumento de incerteza”, face ao qual o Banco Central reforçou que o cenário exige “serenidade e cautela” na condução dos juros.

O Comité adianta que continua a acompanhar “como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza”.

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