O Banco Central Europeu (BCE) vai proceder a uma retirada massiva de dinheiro que está em circulação na economia. Uma medida que visa recuperar parte do valor injetado por aquela instituição durante a pandemia. A banca deverá devolver cerca de 500 mil milhões de euros em dinheiro, o que corresponde ao dobro do Produto Interno Bruto (PIB) português, deixando grande parte do sector à beira do abismo.
Segundo reporta o diário espanhol “El Economista”, este será um teste muito sério à resiliência das instituições financeiras, numa altura em que se contam cerca de quatro mil milhões de euros em excesso de liquidez no sistema financeiro. São vários os países e bancos que podem sentir uma forte pressão, de acordo com analistas e economistas.
Com a injeção de enormes quantidades de dinheiro na economia, antes e durante a pandemia, a escalada de preços começou a notar-se ainda no período anterior à guerra na Ucrânia, que fez acentuar esta tendência. A medida do BCE visa combater a inflação e mitigar os seus efeitos, retirando liquidez aos mercados internacionais.
As maiores preocupações surgem de pequenos bancos italianos, assim como de bancos gregos, que deverão ter dificuldades em devolver o dinheiro requerido pelo BCE, de acordo com a análise de analistas consultados pela “Bloomberg”.