Banca portuguesa evita emitir CoCos AT1 depois do resgate do Credit Suisse

Nem a CGD, nem o BCP, nem o Novobanco, nem o BPI, nem o Santander tencionam fazer emissões de obrigações Additional Tier 1 no atual contexto e depois de 16 mil milhões terem sido derretidos para recapitalizar o Credit Suisse.

Banca portuguesa evita emitir CoCos AT1 depois do resgate do Credit Suisse
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No dia 19 de março uma decisão do regulador financeiro suíço, FINMA, de “apagar” por completo os 16 mil milhões de francos suíços em obrigações Additional Tier 1 do Credit Suisse para recapitalizar o banco no âmbito da integração no UBS Group, pôs essas obrigações altamente subordinadas na lista negra para os bancos portugueses.

Se os juros destes títulos, também apelidados de CoCos (contingent convertibles), já eram altos, depois de a Suíça os ter posto à frente dos acionistas no bail-in do gigante suíço, passaram a estratosféricos. Recorde-se que a Caixa Geral de Depósitos, em 2017, no processo de recapitalização do banco público, teve de emitir 500 milhões nestes títulos pelos quais pagou 10,75% (já totalmente reembolsados). Já o BCP colocou, em 2019, 400 milhões de euros em instrumentos de fundos próprios adicionais de nível 1 (AT1), que têm um nível de risco superior aos outros títulos de dívida subordinada, e pagou 9,25%.

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