Autarquia do Porto fecha lojas sem licença no Centro Comercial STOP

A câmara vem acumulando queixas dos moradores da zona, na parte oriental da cidade, mas afirma em comunicado que não está a proceder ao encerramento do complexo comercial.

Autarquia do Porto fecha lojas sem licença no Centro Comercial STOP
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A Câmara Municipal do Porto emitiu um comunicado em que informa que na manhã de hoje, 18 de julho, a Polícia Municipal se encontra a proceder à selagem de 105 das 126 lojas do Centro Comercial STOP, por falta de licenças de utilização para funcionamento.

“Mais se informa que as 21 lojas que possuem as devidas licenças de utilização poderão continuar a funcionar normalmente, não se tratando este de um processo de encerramento do Centro Comercial”.

A autarquia recorda que “este é um processo que se arrasta há mais de dez anos, tendo o município vindo, ao longo do tempo, a acumular queixas por parte da vizinhança”. De facto, nas últimas duas décadas, o Stop tornou-se na casa de várias bandas, que lá têm estúdios e salas de ensaio, o que tem levantado queixas recorrentes entre os vizinhos. Nos últimos meses de 2022, o “Jornal de Notícias” noticiou que o centro comercial poderá vir a fechar portas – mas, pelo menos para já, não parece ser essa a opção da autarquia

Em novembro desse ano, Rui Moreira afirmou que a câmara estava disponível a acolher os músicos do Stop em dois pisos do Silo Auto – uma ‘sinistra’ edificação junto ao centro da cidade, que serve para acomodar as centenas de automóveis que todos os dias são rebocados pelas forças policiais.

De acordo com informação partilhada pelo município no início deste ano e recordadas pelo JN, o centro comercial Stop não cumpre os requisitos previstos no Regime Jurídico da Segurança contra Incêndios em Edifícios, pelo que para regularizar a situação “terão de ser realizadas obras com custos significativos, considerados até agora incomportáveis para o grupo de músicos que liderou os vários processos tendentes à regularização”.

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