Em 2022, a DECO recebeu 2.700 processos de intervenção, uma ligeira quebra face aos 2.744 do ano anterior. 52% desses processos eram de famílias residentes nos distritos de Lisboa, Porto e Setúbal. A causa principal foi o aumento do custo de vida (24%). Estas são as conclusões de um relatório da DECO, divulgado esta quinta-feira, com o tema ‘Tempos de Crise 2022/2023, Um retrato das dificuldades financeiras das famílias’.
24% das famílias que pediram auxílio à DECO identificaram o aumento do custo de vida como a causa das dificuldades financeiras, em 2022, seguindo-se a perda de rendimentos (23%), desemprego (15%), doença (15%). No primeiro trimestre as causas foram as mesmas, pelas mesma ordem, mas com percentagens de 30%, 23% e 18%.
Em 2022, por localização aparece Lisboa com 27,7% desses processos de intervenção, junto da DECO, seguido pelo Porto com 14,4% e Setúbal com 10,1%. No primeiro trimestre os mesmo locais, ocuparam as mesmas posições, mas com 23,4%, 14,4% e 13,9%.
Pelas características das famílias, em 2022, 42% em casados/união de facto, 32% eram solteiros, 23% divorciado/separado, e 3% viúvo. No primeiro trimestre 45% foi casado/união de facto, 30% solteiro, 20% divorciado/separado, e 5% viúvo.
Em 2022, 51% eram do sector privado, 17% do sector público, 16% desempregado, 12% reformado e 4% por conta própria. 40% tinham ensino secundário, 29% ensino superior, 18% o terceiro ciclo, 7% o segundo ciclo e 6% o primeiro ciclo.
No primeiro trimestre existiram 640 processos de intervenção com vista ao reequilíbrio do orçamento familiar, sendo que 52% foram de famílias dos distritos de Lisboa, Porto e Setúbal.
No primeiro trimestre 37% eram do sector privado, 23% do sector público, 19% desempregado, 13% reformado e 8% por conta própria. 37% tinham ensino secundário, 20% ensino superior, 24% o terceiro ciclo, 14% o segundo ciclo e 5% o primeiro ciclo.