Comemora-se hoje o Dia Mundial dos Direitos do Consumidor. Instituído em 1962 pelo então presidente dos EUA, John Kennedy, esta data pretende evocar um conjunto de direitos e garantias dos consumidores. Acreditamos, no entanto, que além de direitos esta efeméride significa sobretudo deveres. Deveres de todas as empresas que devem zelar pelos direitos dos seus clientes, através de uma conduta de rigor e ética.
Este facto ganha especial relevância no atual momento, quando a sociedade portuguesa volta a ter esperança, depois de anos em que passámos da euforia à depressão. Esperança que é uma das razões para explicar o aumento do consumo verificado nos últimos tempos: sente-se maior estabilidade económica e social, explicada pelos números do crescimento, pelo investimento externo, pelas exportações e com a entrada de divisas no nosso país. Consequentemente, é normal que o comércio manifeste efeitos positivos, sinal de uma maior confiança. Cabe aos vários agentes criar condições que garantam que este crescimento se mantém e é sustentável.
Quanto à banca, tem o dever de potenciar a crescente confiança dos consumidores. Tal significa, desde logo, atuar de forma responsável. No Cetelem assumimos a nossa quota-parte de responsabilidade, apostando na concessão de crédito responsável, recusando muitas vezes pedidos que nos chegam, porque isso significa zelar pelos interesses dos nossos clientes e pela sua saúde financeira. Como consequência, é crescente a consciência de que, no dia a dia, temos de fazer um esforço para acautelar os interesses de todas as partes, sem incorrer em excessos e riscos. Em especial, porque este é um setor em que a atenção deve ser permanente e a evolução constante.
Acreditamos ainda que este dia deve ser entendido como sinónimo de deveres para os consumidores. Desde logo, o dever de alertar sempre que alguma entidade não aja em conformidade. E, por outro lado, o dever de estar informado e atento para que possam exigir mais e melhor a todos os que prestam serviços de cariz comercial. Para isso, consideramos condição essencial a promoção da Literacia Financeira entre os consumidores, uma matéria em que o Cetelem tem vindo e vai continuar a trabalhar.
Para o efeito, desenvolvemos nos últimos anos um conjunto de estudos sobre o tema, no sentido de alertar a sociedade para as necessidades de formação dos portugueses. Avançámos, igualmente, com a realização de ações onde procurámos fomentar a literacia e ao mesmo tempo explicar, descomplicando, conceitos que nem sempre são facilmente compreendidos, assim como aconselhar os consumidores em matérias de gestão orçamental e financeira.
Tudo isto com a certeza de que, se não contribuirmos para a promoção da Literacia Financeira, dificilmente teremos clientes informados, capazes de lutar pelos seus direitos, exigir mais das empresas e dos vários agentes que constituem o mercado e, em especial, o setor de crédito. Cabe a cada um fazer o seu papel, para que possamos construir uma teia de relações mais transparente e com crescente confiança entre todos.