Associação propõe em manifesto unidade que analise custo ambiental de políticas públicas

De acordo com a ZERO - Associação Sistema Terrestre Sustentável, o documento "visa mobilizar partidos políticos, decisores públicos e a sociedade civil para a urgência de uma transição estrutural em Portugal", integrando "a sustentabilidade como elemento estruturante das políticas públicas em todas as áreas de governação".

Associação propõe em manifesto unidade que analise custo ambiental de políticas públicas
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A criação de uma unidade independente que analise os custos e benefícios ambientais das políticas públicas é uma das cerca de 200 propostas do manifesto da associação ZERO para as eleições legislativas de 18 de maio, hoje divulgado.

De acordo com a ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável, o documento “visa mobilizar partidos políticos, decisores públicos e a sociedade civil para a urgência de uma transição estrutural em Portugal”, integrando “a sustentabilidade como elemento estruturante das políticas públicas em todas as áreas de governação”.

“Perante os desafios globais sem precedentes e o agravamento das múltiplas crises que afetam o ambiente, a economia e o tecido social, a ZERO propõe um novo modelo de desenvolvimento assente numa Economia do Bem-Estar, centrada no bem comum, na igualdade e no respeito pelos direitos das gerações futuras e pelos limites do planeta”, sustenta, em comunicado, a associação.

Entre as medidas transversais propostas está, segundo o Manifesto para as Eleições Legislativas de 2025, a “criação de uma unidade de análise de políticas que permita informar os decisores sobre os custos e benefícios sociais, económicos e ambientais de diferentes projetos de infraestruturas, legislação e políticas, sem prejuízo da realização de Avaliações Ambientais Estratégicas”.

A sugestão é que esta unidade funcione “com autonomia de decisão”, à semelhança da Unidade Técnica de Apoio Orçamental, e trabalhe “a montante das decisões”.

A promoção de “um debate nacional sobre como pode Portugal tornar-se uma Economia do Bem-Estar”, a adoção de uma “Lei das Gerações Futuras”, a “plena aplicação da legislação e da regulamentação” existentes e o “cumprimento do objetivo da neutralidade climática 2045 ou mesmo antes” são outras das recomendações gerais.

No total, são cerca de 200 as propostas da ZERO, distribuídas por 11 áreas: financiamento da transição, energia e alterações climáticas, transportes, ordenamento do território, ambiente urbano, economia circular, água e oceano, conservação da natureza, agricultura e alimentação, florestas, e no plano internacional.

“A associação coloca-se à disposição de todos os partidos políticos, candidatos e decisores para discutir as propostas apresentadas, torná-las exequíveis e colaborar na construção de um novo paradigma para o país”, sublinha, na nota, a ZERO, reiterando que “o tempo de agir é agora”.

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