Associação de profissionais de polícia propõe tabela remuneratória “justa” ao Governo

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) entregou ao Governo um documento com várias reivindicações para melhorar as condições dos polícias da Polícia de Segurança Pública (PSP).

Associação de profissionais de polícia propõe tabela remuneratória “justa” ao Governo
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A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) entregou ao Governo um documento com propostas de alteração para “uma tabela remuneratória digna e justa”, entre outras matérias, para que dar conhecimento à tutela das matérias pendentes, segundo um comunicado.

Na nota, hoje divulgada a ASPP/PSP informou que “já procedeu à entrega formal e análise detalhada do seu caderno reivindicativo e do acordo assinado em 2024 junto da nova tutela”, liderada por Luís Neves.

Segundo a entidade, “o objetivo é garantir que o Ministério da Administração Interna assuma, de imediato, o conhecimento profundo das matérias pendentes e as soluções estruturais necessárias para a dignificação da carreira”.

A ASPP/PSP adiantou que, no documento entregue, “foram devidamente explanadas as propostas de alteração para uma tabela remuneratória digna e justa, uma política de suplementos racional que respeite a especificidade da missão e a urgente qualificação da profissão como de desgaste rápido”.

A entidade reafirmou “a importância da legislação de segurança no trabalho, de um subsistema SAD/PSP ágil para profissionais e familiares, e do estrito cumprimento da lei de programação de infraestruturas e equipamentos”.

Em paralelo com o seu caderno reivindicativo, a entidade “define como prioridades imediatas a alteração da portaria de avaliação de desempenho (visando a aplicação do regime de dois anos e 8 pontos decorrente do acordo), bem como a criação administrativa de níveis remuneratórios para os profissionais que, tendo concluído o processo de avaliação, não dispõem de níveis para progressão”.

Segundo o comunicado, é “igualmente prioritário o desbloqueio definitivo da situação da DIC-Porto”, considerando, ainda, “imperativa e urgente uma solução para a disfuncional norma de promoção a chefe coordenador, com especial foco nos profissionais que já detêm a formação necessária”.

A entidade exige ainda a “resolução célere dos problemas na UNEF [Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras] e a emissão do despacho interministerial relativo às saídas para a pré-aposentação em 2026”.

A associação destacou ainda que, numa fase subsequente, o seu foco “incidirá no cumprimento integral do acordo de 2024, através da negociação da tabela remuneratória e dos suplementos”.

“Ressalvamos que, face ao recente chumbo parlamentar, a ASPP/PSP irá encetar novas diligências para reverter o corte no valor das pensões de reforma, mantendo-se firme e experiente na defesa dos direitos e interesses de todos os polícias”, rematou.

Na quarta-feira, a associação foi recebida pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves.

A entidade tinha abandonado as negociações com a anterior ministra, Maria Lúcia Amaral, que acusava de não estar a cumprir o acordo assinado com o Governo em julho de 2024 e que previa, entre outras questões, a revisão remuneratória.

A ASPP, que tinha pedido uma reunião ao novo ministro, apresentou no primeiro encontro cumprimentos e o caderno reivindicativo com as principais prioridades para os polícias.

Na próxima segunda-feira, Luís Neves vai receber os restantes 16 sindicatos da PSP, inclusive aqueles que não têm direito a negociação com o Governo, e as associações da GNR.

No caso dos sindicatos da PSP e como são em muito maior número (17 no total), o ministro recebe individualmente os seis com poder negocial e os restantes em dois grupos com cinco estruturas.

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