A prática dos supermercados estarem a cobrar mais na caixa do que o preço anunciado na prateleira levou à instauração de onze processos-crime em 2023.
Ao todo, a ASAE já abriu 37 processos-crime por especulação a supermercados que cobram mais na caixa do que os anunciados em loja e afixados nas prateleiras, incluindo 11 só este ano. Dados hoje divulgados pelo Jornal de Notícias revelam que a diferença nos preços pode ultrapassar os 50%.
De acordo com a ASAE, existe uma “maior incidência nos supermercados de média dimensão” e nas duas áreas metropolitanas. Só este ano, foram feitas inspeções em 256 operadores de retalho, onde detectaram que 4,2% estão a cobrar mais na caixa. Já no ano passado, a taxa de incumprimento da lei era de 4,5%.
O JN declara que alguns dos operadores justificam-se com “falhas nos programas informáticos devido às promoções, com os sistemas a não atualizar os preços de um elevado número de produtos com descontos”.
A ASAE está agora a procurar perceber o número de transações de produtos inflacionados feitas nos supermercados, para calcular o ganho dos operadores. Saliente-se que, entre novembro e dezembro de 2022, foram abertos processos-crime a 571 retalhistas.