APS diz que prejuízos das tempestades cobertos por seguros disparam para mil milhões de euros

De acordo com o inquérito realizado pela APS junto das seguradoras associadas, as empresas receberam cerca de 180 mil participações de sinistros nos dois meses seguintes às tempestades. Só no último mês continuaram a entrar mais de mil novos casos por dia. Este volume representa 41% de todos os sinistros de multirriscos habitualmente registados num ano inteiro.

APS diz que prejuízos das tempestades cobertos por seguros disparam para mil milhões de euros
Lusa

A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) revelou hoje dados provisórios sobre os estragos provocados pelo comboio de tempestades que assolou Portugal entre 27 de janeiro e 13 de fevereiro. A estimativa de prejuízos cobertos por seguros já atinge mil milhões de euros, com quase 180 mil sinistros participados e mais de 260 milhões de euros já pagos ou adiantados às vítimas.

De acordo com o inquérito realizado pela APS junto das seguradoras associadas, as empresas receberam cerca de 180 mil participações de sinistros nos dois meses seguintes às tempestades. Só no último mês continuaram a entrar mais de mil novos casos por dia. Este volume representa 41% de todos os sinistros de multirriscos habitualmente registados num ano inteiro.

As seguradoras estão a encerrar processos a um ritmo acelerado: cerca de 1.500 sinistros por dia. Em 51 dias, mais de 75 mil sinistros já tiveram indemnizações ou adiantamentos pagos, o que corresponde exatamente a 41% do total de participações.

Os sinistros repartem-se da seguinte forma: 150 mil em seguros de habitação, 17 mil em seguros de atividades comerciais e industriais e 12 mil em seguros automóvel.

Quanto aos valores já pagos ou provisionados, destacam-se 442 milhões de euros para a reparação e recuperação de habitações, 443 milhões de euros para a reparação e recuperação de empresas, comércios e obras, e 34 milhões de euros para as indemnizações relativas ao seguro automóvel.

A APS salienta que muitos processos já foram analisados e aceites, mas ainda não foram encerrados ou pagos devido a fatores externos às seguradoras, como a falta de orçamentos finais, comprovativos de propriedade, informação sobre IBAN, conclusão de obras ou intervenção de terceiros (copropriedade ou credores hipotecários).

“O setor segurador reconhece o impacto significativo que estes danos continuam a ter na vida de muitas famílias e empresas”, refere a nota da APS. A associação garante que as seguradoras estão a reforçar meios e equipas para agilizar os processos e que efetuam adiantamentos sempre que solicitados e justificados.

Os números revelados hoje confirmam a dimensão histórica do evento climático e a capacidade de resposta do setor segurador português face a um dos maiores sinistros coletivos dos últimos anos, diz a associação.

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