Apenas 5% dos portugueses coloca a saúde no top 10 dos gastos prioritários

Estudo da empresa Intrum, revela que numa situação em que tivessem de falhar o pagamento de uma conta ou fatura, 13% dos inquiridos portugueses escolheriam não pagar as faturas relativas a despesas de saúde.

Apenas 5% dos portugueses coloca a saúde no top 10 dos gastos prioritários
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A saúde não está nas prioridades do dia-a-dia da generalidade dos portugueses, revela o European Consumer Payment Report da empresa de serviços de gestão de crédito, Intrum, segundo o qual apenas 5% dos inquiridos a colocam no top 10 dos gastos prioritários.

Ainda assim, o número está a aumentar, sendo superior ao registado no ano passado: 4,4%, por esta altura – o Dia Mundial da Saúde assinala-se a 7 de abril – e vai ao encontro da média europeia, que era de 5% em 2022.

A maior fatia dos inquiridos (29%) coloca no topo da lista de prioridades as despesas com água, gás e eletricidade, depois as obrigações com hipotecas (23% dos inquiridos) e as rendas da habitação (também23%).

Como sectores menos prioritários surgem as compras online (1%), os custos com cuidados infantis (3%) e as despesas com acesso à Internet (3%).

“Se estivessem numa situação em que não havia alternativa senão falhar o pagamento de uma conta/fatura, 13% dos inquiridos portugueses revelaram que escolheriam não pagar as faturas relativas a despesas de saúde”, revela o estudo. Este valor, adianta, está em linha com a média europeia, que é 13%. As faturas com maior probabilidade do pagamento ficar para trás e que figuram no topo da lista, são as relativas a serviços de internet e compras online – ambas com 40%.

“A deterioração contínua do ambiente económico está a afetar os consumidores tanto material quanto mentalmente”, afirma Luís Salvaterra, diretor-geral da Intrum Portugal, que alerta:

“O nosso estudo mostra uma deterioração significativa nas finanças do consumidor, com um número cada vez maior de pessoas a lutar por pagar as suas contas, sendo forçadas a tomar decisões sobre quais vão incumprir. Sem dúvida, veremos mudanças marcantes nos gastos e no comportamento do consumidor como resultado destas pressões. A inflação generalizada e o aumento das taxas de juros continuam a ser uma grande preocupação. ”

 

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