Apagão. Rede da Digi foi a mais impactada e a da MEO a mais “resiliente”

A rede móvel da Digi foi a mais impactada pelo apagão de 28 de abril, enquanto a Meo foi aquela que demonstrou mais resiliência, de acordo com um estudo da Ookla da semana passada.

Apagão. Rede da Digi foi a mais impactada e a da MEO a mais “resiliente”
DIGI operadora

A rede móvel da Digi foi a mais impactada pelo apagão de 28 de abril, enquanto a Meo foi aquela que demonstrou mais resiliência, de acordo com um estudo da Ookla da semana passada.

Embora as graves interrupções de rede tenham afetado todas as operadoras portuguesas durante o apagão”, os clientes móveis “na rede da Digi eram significativamente mais propensos a sofrer uma perda total de serviço”, refere o estudo.

De acordo com o documento ‘Vulnerabilidade à Resiliência: Como as Redes Móveis Portuguesas Reagiram ao Apagão na Península Ibérica’, “com até 90% dos assinantes da Digi sem cobertura móvel por mais de 24 horas, a interrupção expôs lacunas críticas na redundância em várias camadas de infraestrutura, desde ‘sites’ móveis na borda até o núcleo, refletindo potencialmente as limitações da construção de rede menos madura” desta operadora em Portugal.

Por sua vez, a rede da Meo (Altice Portugal) “demonstrou uma resiliência significativamente maior em todo o território português durante o apagão de 28 de abril, mostrando como as reservas robustas e amplamente implantadas de baterias podem atenuar e atrasar de forma significativa os impactos das falhas de energia”.

Segundo a Ookla, “no pico da interrupção do serviço, entre seis e oito horas após a perda de energia, os assinantes da Meo tinham, em média, metade da probabilidade de perder o serviço comparativamente aos da NOS, quatro vezes menos do que os da Vodafone e seis vezes menos do que os da Digi”.

Nesse sentido, “provavelmente dezenas de milhares de assinantes da Meo mantiveram-se conectados para chamadas, mensagens e dados ao longo de todo o dia 28 de abril”.

No pico das interrupções de rede naquela noite, mais de um em cada três utilizadores das redes móveis em Portugal ficou sem serviço.

A variação no impacto das interrupções entre as operadoras em Portugal “foi significativamente maior do que na Espanha, revelando uma assimetria muito mais profunda no nível de resiliência de energia nas redes móveis de Portugal”, refere.

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