O Teatro Meridional apresenta “António e Maria”, um monólogo múltiplo de mulheres do universo literário de Lobo Antunes. A interpretação é de Maria Rueff.
Para ler e escutar António Lobo Antunes é preciso ter a chave certa. Se calhar, a chave mais direta e mais complexa é a mulher. Melhor dizendo, a multidão de mulheres que vivem nos seus livros. Quem diz livros, diz peça de teatro.
“António e Maria” é uma procura, uma surpresa, um monólogo múltiplo de mulheres. Aproveitando uma lição simples do escritor para a vida toda: “espreitar para dentro de uma bota, porque às vezes há coisas”. Mulheres e homens de diferentes estratos sociais, frágeis, fortes, pessoas ambíguas, personagens colhidas no universo literário de Lobo Antunes.
Com adaptação e escrita para cena de Rui Cardoso Martins, na sua primeira colaboração com o Teatro Meridional, que por seu turno prossegue o propósito de criação de novas dramaturgias baseadas em adaptações de textos não teatrais, colocando uma vez mais o ator no centro da cena. O “objetivo foi partir do grande e profundo universo literário de António Lobo Antunes, identificando um conjunto de personagens cujas vozes são quase corpóreas e cuja identidade é pertença de uma matriz lusitana”.
A atriz Maria Rueff, na sua primeira colaboração com o Meridional, “cuja versatilidade no entendimento e na capacidade de concretizar através da construção de personagens a ampla diversidade humana”, é o corpo, a sensibilidade e a voz que interpela, na cena, o mundo.
No Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, até 16 de maio, às 21h00 (às 16h00 no dia 10, domingo). Os bilhetes custam 12,50 a 15 euros.
OJE